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terça-feira, 5 de abril de 2016

Presbiterianos e Congregacionais ligados pela Teologia Calvinista

Há muitos tipos de liderança, mas apenas 3 sistemas de governo: epispocal, presbiteriano e congregacional. Respectivamente estão relacionados com o poder dos bispos, do presbitério e da congregação. Claro que as Igrejas locais costumam mesclar esses sistemas de governo. Você pode ter, por exemplo, um pastor congregacional que exerce uma liderança forte e coercitiva, sendo assim, na prática ele é um bispo. Por outro lado, você pode ter líderes democráticos que, voluntariamente, busca a multidão dos conselheiros, então esse traz um "espírito congregacionalista" apesar de sua posição. 
O sistema congregacional em si preza pela autoridade dos membros reunidos. Esse sistema defende que Deus, em sua soberania, pode revelar a sua vontade através da congregação dos crentes. Por outro lado, é preciso salientar que as decisões de "poimênica" cabe aos presbíteros e pastores, e as questões de "elevada monta" só podem ser sujeitadas à Igreja caso não fira nenhum princípio bíblico. A Assembléia de Membros não deve arbitrar questões que a Bíblia já decidiu
Vamos à História...
Logo após o movimento católico da contra-reforma vieram os puritanos na Inglaterra. Eles entendiam que os “trapos do papado” permaneciam na igreja episcopal oficial e que ela não deveria ter um poder estatal, mas deveria ser livre (presbiteriana ou congregacional). A princípio eles eram apenas um grupo: os calvinistas. Embora a Teologia fosse a mesma, eles se "dividiram" por causa do sistema de governo.
Eles eram homens estudiosos e por isso, Cambridge se tornou a principal universidade influenciada por eles. E mais tarde os congregacionais quando já na Nova Inglaterra, fundaram a Harvard em 1636, para “ensino avançado” cujo principal objetivo era conhecer a Deus e Seu Filho, considerado “o único fundamento do saber” por John Harvard.
Os puritanos, diferentemente dos Separatistas, não queriam somente a separação entre Igreja e Estado, mas queriam independência para as igrejas locaisTambém criticavam a extravagância no vestir, a frouxidão na guarda do domingo e a falta de consciência do pecado.
Henry Jacob (1563-1624) foi considerado fundador dos congregacionais puritanos. Ele foi preso por crer que cada congregação da igreja oficial devia ser livre para escolher o seu próprio pastor, determinar seu programa e administrar seus negócios.
O puritanismo congregacional se firmou e cresceu sob a liderança do coronel Oliver Cromwell.
Thomas Cartwrigh (1535-1603) foi o fundador do puritanismo presbiteriano e quem o alicerçou foi Robert Browne (c. 1550-1633).
Os puritanos foram para a Holanda com um grupo chamado Scrooby e em 1620 chegaram a Plymouth no navio Mayflower, com 100 colonos chamados de Pilgrims (Peregrinos).
A força desses puritanos foi tamanha na Nova Inglaterra e com a chegada de mais de 20 mil posteriormente, os congregacionais se tornaram a religião oficial, de teologia calvinista.
Eles pecaram porque exigiam que só teriam direito ao voto os membros da Igreja.
Afinal esses homens eram conhecidos por se dedicarem tanto à oração quanto aos estudos das Escrituras nas línguas originais.
Pouco tempo já antes de chegar o ano de 1700 era visível o declínio da Igreja frente ao processo colonizador, movimentos populacionais e uma sucessão de guerras brutais.
O Grande Avivamento, mais calvinista, começou com a separação de Theodore Frelinghuysen nas congregações holandesas reformadas de New Jersey, em 1726.
O fogo do reavivamento iniciado que havia começado entre os presbiterianos logo se espalhou pela Nova Inglaterra com o pastor congregacional Johnathan Edwards (1703-1758) cuja marca mais notável foi o sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado”. Ele defendia que o homem perdeu a capacidade de se voltar pra Deus e somente poderia fazê-lo pela graça divina.
Outro avivalista que vale a pena mencionar foi George Whitefield (1714-1770) a partir de Boston.
Esse primeiro avivamento, pois houve outro no final do século, foi de maior força e pode ser considerado uma contra-partida norte-americana do pietismo na Europa e do avivamento metodista na Inglaterra.
Não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina, os protestantes demoraram chegar. Todos os países já haviam sido colonizados e tinham história e tradição católica romana, inclusive com forte presença dos jesuítas.
O sociólogo Max Weber em “A Ética do Protestantismo Capitalista” aponta porque países colonizados por protestantes são mais desenvolvidos.
Ainda que atrasados o que nos deu esperança e ainda hoje influencia é que aqui recebemos a boa influência não apenas do Evangelho, mas de homens com uma visão holística da vida. Eles fizeram Missão Integral porque serviram na área da saúde e da educação.
Foram eles, novamente juntos congregacionais e presbiterianos,  Robert Kalley, 1850 e Simonton, 1855. Kalley era médico e Simonton professor.
Kalley recebeu Simonton. Tiveram amizade e até trabalharam juntos.

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