Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



domingo, 29 de abril de 2012

A "Ingenuidade Adulta" das Crianças


O Mateus (8 anos) perguntou ao pai dele: “Pai, Deus cansa?” Depois da resposta do pai,  réplica do garoto: “Então porque Ele descansou?”

O meu filho Thales (9 anos) indagou na célula: “Se Cristo morreu pelos nossos pecados porque ainda pecamos?”

Há respostas bíblicas para as duas questões, no entanto, o que me impressiona é a pertinência dessas perguntas. As crianças se assumem em construção do conhecimento, os adultos acham que tem ou precisam ter respostas lógicas pra tudo. O problema é que nem sempre é lógica. Há perguntas sérias cujas respostas são mais complexas ainda.

É bom saber que as nossas respostas prontas, pré-fabricadas, nem sempre tem sentido espiritual e teológico.

Recorrendo aquelas "velhas" perguntas.

A resposta lógica para Deus descansou seria: “Não. Deus não cansa. Ele apenas descansou porque é bom e tra-lá-lá”. Por que temos tanta dificuldade em assumir coisas assim. É porque fogem da nossa “caixinha de conforto lógico”.

A outra: “Por que ainda pecamos?” Perguntinha intrigante. Por que você peca? Por que eu peco? Ah! Por que temos a natureza pecaminosa. Vamos parar de usar a teologia bíblica para nos acomodar às nossas fraquezas. Por que ainda pecamos se não mais somos escravos do pecado? Essa indagação Paulo fez algumas vezes. Já sabia a resposta. Sabia de nossas fraquezas, mas também queria confrontar a safadeza de quem creu e não vive como deveria viver.

É melhor a gente parar com respostinhas prontas e entendermos que precisamos da “ingenuidade adulta” das crianças.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Jesus Tinha Uma Vida Normal (Mc. 6:1-6)

Quando Jesus se emancipou e começou o seu ministério público causou admiração, porque até então era apenas o filho do carpinteiro.


Anistiados ou Anestesiados Pelo Tempo?


O tempo passa voando, e acaba por ser tido como remédio para as feridas. “Ah! Já faz tanto tempo que isso aconteceu que já não há mais problema”. “Nem me lembrava de mais nada, de tanto tempo que faz”.

O tempo não é remédio. Ele não passa de paliativo. Parece que resolve, mas as feridas estão lá, não cicatrizadas.

Confundimos. O tempo nos anestesia e não nos anistia as pendências. Será que não devo mais porque já faz tanto tempo que a dívida caducou? Para alguns órgãos talvez, para Deus não.

Mesmo com tempo passado há questões que nos perseguem como se estivessem num presente contínuo.

Precisamos encarar os monstros do nosso passado e exorcizá-los sob sincera confissão e mudança de atitude. Não podemos ser anestesiados porque o tempo não oferece anistia. 

Jesus Recomendou Descanso (Mc. 6:30-32)

Descansar não é luxo; é direito de que trabalha.


DELETEI O VIDEO AQUI, E EM TEMPO OPORTUNO QUERO ESCREVER SOBRE ESTE TEMA.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O Deus de Jó É O Nosso Também


Esse título logo nos faz pensar que Deus mudou a sorte de Jó, e que pode melhorar muito a nossa vida também. Por outro lado, existe uma lacuna entre duas situações de prosperidade.
Jó tinha tudo e depois recebeu tudo em dobro, mas “no meio do caminho havia uma pedra”, uma prova, um Deus soberano e de amor.

Não podemos nos esquecer que Deus não mudou. Foi isso que ouvi de um companheiro. Bom se Deus não mudou tanto pode Ele mudar a sorte de uma família bem como sujeitá-la às provas extraordinárias.

Maior temor temos diante da soberania de Deus, mas não podemos nos esquecer de que Ele também é Deus de amor. Soberanamente pode fazer o que quiser e permitir coisas difíceis demais, por outro lado não pode não nos amar profundamente de forma que não tenha cuidado por nós.

Descansemos em Seu amor e Sua fidelidade sem perturbação diante de sua soberania.

EXTRA, EXTRA: Crianças Exterminadas em Sodoma e Gomorra


Por que as crianças foram exterminadas juntamente com seus pais? Não poderiam ter sido elas poupadas?

Elas não poderiam ter sido poupadas porque existe uma lei natural de que os pais são responsáveis por elas. E essa responsabilidade implica sofrimento de consequências. Elas são vulneráveis e sujeitas as nossas ações.

Elas não apenas poderiam, mas como não seria prudente que fossem poupadas. Imaginem os pais mortos e as crianças sobreviventes. Sobreviveriam após essa tragédia. Não seria uma tragédia maior ainda essas crianças como folhas secas no deserto? Que caos social não seria. 

Quanto sofrimento. Seria a perpetuação de uma vida miserável.

Os pais são assim. Cuidam dos filhos se vivem cuidadosamente.