Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



segunda-feira, 27 de julho de 2026

O Pastorado é Solitário

O ministério pastoral é muito pessoal e solitário porque não deixa de ser a formação de Cristo, primeiramente em nós. Uma formação que traz um toque de pessoalidade. Não é feito por atacado.

Outra razão porque o pastorado é solitário é porque muitos não conseguem acompanhar o nosso compasso. Infelizmente, alguns ficarão para trás.

Também há a história que Deus está a escrever na vida dos outros, que, por hora, deixa-nos sozinhos. Há gente boa que se vai porque precisa ir.

A solidão do pastor acontece, especialmente, quando ele está na reta final. Não será incomum serem abandonados, esquecidos, postos de lado e até negligenciados.

E os motivos são, basicamente, a velhice, uma enfermidade, uma escolha errada, ou o natural tempo de abrandar, de parar.

Não faltará motivos para terminarmos como Paulo. "11Só Lucas é que ficou comigo" (2 Tm. 4)

Entretanto, enxergaremos mais tarde que até os 'abandonos' são um convite para o principal.

Há uma PRINCIPAL RAZÃO porque o ministério pastoral é solitário e por vezes, muitas vezes, termina ainda mais solitário: é porque, nem que seja no fim, precisamos "tocar" na SUFICIÊNCIA de Cristo.

O nosso amor por Ele escapa por entre os dedos de mãos que estão ocupadas demais para o silêncio aos pés dEle.

Amamos a Palavra que pregamos, não a Palavra em si mesma e para si mesma. Não sabemos amar a Palavra despretensiosamente.

Todos vão seguir correndo de um lado para o outro e nós, já sem aquele vigor, vamos olhar os comboios de toda esta gente e pensar lá no íntimo: eu também estive lá.

Ali, sozinhos aos pés da cruz, vamos descobrir que não há solidão, há solitude, há Cristo em nós, a esperança da glória.

E só assim, viveremos plenamente o que pregamos: "conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus" (Fp. 3:12).

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Aué - A Fé Ganhou!

    AUÉ? A fé ganhou ou está a perder, com tanta polêmica? A música do álbum "O Grande Banquete".

    A 1ª questão que pesa, antes da música, é quem é o compositor/cantor, Marco Telles. Ele é um missionário que prega com poesia e que defende que o Evangelho deve ser pregado e cantado a partir de sua própria cultura, ou seja, de maneira contextualizada.

    A questão 2 é sobre o nome "Zé", que é diminutivo de José, do hebraico YOSEF, cujo significado cairia muito bem à canção: "Deus Acrescenta", "Deus multiplica". 

    O Zé da música é chamado, com carinho ou de maneira popular, como alguém que não tem tanta importância, e, ainda assim, Deus acrescenta na "CIRANDA da fé".

    E quando Deus acrescenta na "ciranda da fé" e a libertação é chocante como um paralítico que entra a saltar, depois de ter buscado ouro e prata e ter recebido a cura, até a cor que se mostra não importa, mas escandaliza os críticos das formalidades.   

    A COR e o samba é a questão 3. A Maria tem uma forma de expressar e se o que ela sabe é dançar, ou melhor sambar, ela exulta em alegria e os seus pés acompanham-na, da forma como sempre fez.

    A saia dela balançou mostrando a sua cor, seja ela a cor da sua pele ou seja lá outra coisa que sabem bem reparar aqueles que estão só para criticar e não para louvar, como bem fazem os fariseus de carteirinha. Eles estão presentes em nossas celebrações e não se alegram com mais um coração que Deus encontrou, antes continuam sufocados e sufocando quem a verdade verdadeiramente tornou livre. 

    E a FOLHA que cai, que me ensina a me prostrar? Este é o meu 4º ponto. Penso que esta é parte da música que merece a atenção dos adoradores que o Pai procura, que O adorem em espírito e em verdade. Caiam como folhas secas!

   Vamos ao ponto 5 "AUÉ", quando a fé ganha. Ah, diga-se de passagem, que "aué" vem do tupi, língua brasileira, equivalente a uma de tantas no hebraico (na Bíblia), "raná" (celebrai com júbilo. Extravasem!

   Em 6º lugar, há tantas músicas que nunca cantamos no culto de domingo, mas cantamos nos Acampamentos e em outras concentrações.

   E, por último, já ia me esquecendo de abordar que esta música tal como os livros bíblicos de Ester e Cânticos dos Cânticos também não mencionam o nome de Deus, embora é palpável de como Ele age.

   Enfim, depois de pisar o chão de mais de 20 países e encontrar tantas expressões culturais tão diferentes, que serão reunidas diante do Cordeiro, de todas as línguas, povos e raças, estou mais preocupado em cair como folha seca junto com o Zés e as Marias, ainda que as suas cores e formas sejam diferentes das minhas. 

   O resto é chatice como de um vinil a andar pra trás.


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