Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



quarta-feira, 3 de outubro de 2018

A Oportunidade do Deserto

Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, e o foi para ser tentado (Lc. 4.1). "Deserto" e "tentação" podem acontecer ao mesmo tempo, no entanto há diferenças cruciais.

O deserto pode ser o lugar onde acontece a tentação, e normalmente é lá mesmo. Por quê? Porque no deserto estamos sedentos, fragilizados, cansados, vulneráveis às miragens. 

O deserto é o lugar mais apropriado para a tentação manifestar-se. O deserto é o campo onde esta guerra acontece. Quem nos leva lá é mesmo o Espírito, mas por lá está o diabo.

Quem nos leva ao deserto? O Espírito. É bom relembrarmos, pois o deserto é um lugar de oportunidade. Oportunidade de sustento, de provisão e cuidado bem presente. Só podia ser um lugar provido pelo Espírito. Deus pode ser encontrado lá.

Deus pode ser encontrado lá, mas o diabo lá está também.

A tentação propõe pegar-nos em contradição porque somos testados em nossa identidade. "Abraçar" a tentação é agirmos contra o "novo homem", por isto, na tentação temos a oportunidade de reafirmar quem somos em Jesus.

A tentação propõe derrota, por isto, temos a oportunidade de vitória.

A tentação é uma armadilha, por isto, temos a oportunidade de livramento.

Enfim, o deserto revela QUEM É DEUS, enquanto a tentação revela QUEM SOMOS NÓS, e ainda pode revelar QUEM NÓS SOMOS EM CRISTO.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Ultrapassou o limite?

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Deus perdoa todos os pecados? Sabemos que sim. Alguns pecados inviabilizam a posição de liderança? Também sabemos que sim.

Moisés avistou a Terra Prometida ao longe. Ele tinha um problema sério: irritabilidade. Perdeu a terra. 

Saul ofereceu sacrifícios que não cabia à ele fazê-lo. E foi rejeitado como rei. Perdeu o trono.

Davi adulterou, mas o seu maior problema para construir o Templo era: mãos manchadas de sangue. Então, não o pôde. Perdeu o desafio. 

Salomão acabou por distrair-se entre tantas mulheres. Perdeu o foco. 

Sansão, apesar das mulheres, sua problemática maior foi brincar com um enigma que o Senhor o havia segredado. Perdeu a vida!

E Pedro? Ele também era impulsivo, traiu a Jesus. Perdeu a paz.

Por que ele foi chamado a pastorear mais tarde? Porque não apenas se arrependeu, mas de facto, foi ele transformado. E apesar das limitações já não era mais o mesmo. E o seu pecado não comprometeu sua nova fase.

Ainda há tempo para cuidar-se? Ainda há tempo para arrepender-se? Ainda há tempo para uma transformação da soberana graça do Senhor Jesus? 

Então, força! Só não dá para continuar assim...

Janela 4/14 - a Favor das Crianças e a Partir das Crianças

Global Children's NetworkAs crianças não são somente a Igreja do amanhã. Elas são a Igreja de hoje também. 

Especialmente, entre os 4 e 14 anos, quando há investimento adequado, há maior possibilidade de permanência. 

Sabia que 85% das pessoas que estão na Igreja, conheceram a Jesus dentro desta Janela?

Não é apenas uma questão de permanência. É uma questão de potencial missionário. 

Quando uma criança crê e é discipulada, ela torna-se a melhor pessoa para falar de Jesus, aos da sua própria idade.

Elas merecem todo cuidado, disciplina e discipulado, porque elas podem 3 coisas que, normalmente, pensamos que não podem:

1. Uma criança pode nascer de novo.

2. Uma criança pode partilhar sua fé em Jesus.

3. Uma criança é a melhor pessoa a partilhar com os de sua própria idade.

E, então? Que tal neles investir?

(Obs.: Se quiser saber mais, pesquise sobre a "Global Children's Network").

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Tempestade, Jesus e Você

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Tempestades e Jesus. O que tem a ver? Jesus é forte, mas também é doce. E a tempestade nunca é suave. 


Tempestades e você. O que tem a ver? Depende do teu temperamento? Não por isso. 

Tempestade não combina com você, ainda que tenha experimentado algumas, ou muitas. Não combina não porque não queremos que combine.

Tempestade, Jesus e você. Tudo junto e misturado?

O que me chama a atenção é que Jesus está no barco, no meio da tempestade, e isso com você.

É por isso que as coisas acalmam. É por isso que podemos esperar, e não des-esperançar.

Jesus não está apenas com você, apenas quando há uma brisa suave e agradável. Ele está com você na tempestade, estando você nEle. 

Quantas vezes, Ele prefere entrar em nosso barco, em meio as tempestades. E lá está! Calmo, sereno e tranquilo. E então... já sabe! Ele pode fazer tudo acalmar-se e faz mesmo!

Salve o Senhor das Tempestades!

quarta-feira, 21 de março de 2018

Encontrei Cristo nos Lusíadas!

Pus-me a reler a obra de Luís de Camões, os Lusíadas. E deparei-me com Cristo. 

Depois dEle aparecer crucificado a D. Afonso Henriques na estrofe 45, ao seguir o "embate" com um Mouro, Camões volta a falar de Jesus:

(65) "A lei tenho daquele a cujo império
Obedece o visíbil e invisíbil,
Aquele que criou todo o Hemisfério,
Tudo o que sente e todo o insensíbil,
Que padeceu desonra e vitupério,
Sofrendo morte injusta e ínsofríbil,
E que o Céu à Terra enfim deceu
Por subir os mortais da Terra ao Céu."

Depois disto fui ainda mais impactado com a consciência daquilo que deveria ser a Bíblia em nós:

(66) "Deste Deus-Homem, alto e infinito,
Os livros, que tu pedes, não trazia,
Que bem posso escusar trazer escrito
Em papel o que na alma andar devia."

Por hora, o que meu coração missionário poderia pensar é que, de alguma maneira (ou de maneira tão específica), o Eterno tenha partilhado da Sua Salvação e amor em "mares não dantes navegados", ainda antes de 1572 (quando foi esta obra publicada, 3 anos depois de Camões ter voltado cá, ao Oriente).

Instagram: @vacilius.lima

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Frutificou Meu Pé de Acerolas Vermelhas

Faz alguns anos que plantei meu pé de acerolas vermelhas. Parecia que não vingaria. 

E quando ia a casa de minha mãe, eu tinha como referência o seu pé de acerola, carregado, e o sumo que dali vinha, trazia-me uma esperança: "eu ainda vou beber do meu pé de acerolas vermelhas". 

E foi isto que aconteceu! Ele floriu há alguns dias, e depois de alguns dias fora, voltei e lá estavam algumas delas, e outras a caminho, pois o pé está todo florido. Lindo, cheio de vida, e de frutos.

Este pé de acerolas vermelhas conta a minha história. E pode ser a sua também. Ou quem sabe a história de quem você já se desesperançou dele. 

"Pois aqueles que desprezaram os dias das pequenas coisas terão grande alegria ao verem a pedra principal nas mãos de Zorobabel..." (Zc. 4.10)

O que fizemos nestes anos foi podar, cuidar, deixar e esperar. E depois é que veio o "frutificar".

A "poda" faz parte.

"Cuidar", no sentido de proteger, é bom.

"Deixar", como se fosse um "abandono", faz bem, algumas vezes.

E "esperar" é sempre necessário.

"Frutificar" acontece somente no tempo certo, depois das chuvas, e como um milagre que vem das bênçãos lá de cima.

Viva o seu momento, porque o tempo da colheita vai chegar.