Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Pode ou não pode?

"Pode ou não pode?" Normalmente as vãs discussões e filosofias inúteis estão relacionadas com esse tema. 

Antes dele, deveria vir outra pergunta: "Qual é a base da nossa discussão?" Pois quando definimos a base de nossa discussão, muito dessas discussões nem existirão. 

A base de nossa discussão precisa ser a Bíblia. O que a Bíblia diz? 

O que a Bíblia diz sobre fazer Zumba? E o vinho e o cigarro? E casais casados irem ao Motel? E os jogos de azar? A Bíblia é clara? Não. 

Qual seriam os valores bíblicos que superam essas questões? 

Testemunho e aparência do mal. 

Vida no Espírito sem dar oportunidade à carne. 

As obras da carne e o fruto do Espírito.

Simplicidade e gratidão ao Senhor. 

Percebem como a Bíblia universaliza princípios que são válidos a toda cultura. Se a cultura muda, a Bíblia não muda. Se você está numa outra cultura, a Bíblia não muda. 

O "não pode" das Escrituras é explícito em questões superiores aquelas que costumamos discutir. Veja algumas contradições:

Tem gente que condena a ida ao Motel, mas admite o divórcio.

Condena o cigarro e o vinho, mas se destrói com tantas outras porcarias.

Jamais jogaria na Loteria, no entanto, discute, passa mal, comete idolatria ao torcer de maneira tão fanática pelo seu time. E faz apostas indiretas, que não valem dinheiro, mas valem a paz. 

Esses argumentos é porque concordo que se faça tudo isso? Não. Falo do jeito que falo porque precisamos elevar o nível de nossas discussões. 

E sobre o divórcio? A Bíblia é clara.

E a promiscuidade? A Bíblia é clara.

E a vida independente de Deus? A Bíblia é clara.

E sobre escandalizar seu irmão? A Bíblia é clara. 

E ainda sobre a liberdade em Cristo? A Bíblia é clara.

E a consciência própria e alheia? A Bíblia é clara.

Vamos discutir e falar bastante sobre as coisas que são clara biblicamente. As demais são secundárias. E sobre elas "Que a paz de Cristo seja o árbitro em seus corações..." (Cl. 3.15a).

Instagram: @vacilius.lima

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Um nível acima de discussão...

Foi a época em que discutia sobre o que pode e o que não pode. Chega de extremos. Aqueles que defendem o não, são considerados legalistas; e aqueles que admitem o sim, serão tidos como liberais. 

Jesus nos chamou para vivermos num nível acima, mas não nos chamou para o legalismo. Ele nos chamou para sermos livres, mas não nos chamou para a libertinagem. 

Qual é o equilíbrio? O Evangelho é o equilíbrio. Quem é cheio do Evangelho é também guiado pelo Espírito e saberá o que fazer e quando fazer, acima dos pré-conceitos e padrões humanamente estabelecidos.

Empobrecemos a proposta do Evangelho quando a nossa preocupação são as coisas que nele não estão contidas.

Chega de discutir e dividir por temas como: "Posso ou não ir ao motel com a minha esposa?" "É pecado beber vinho?" "O crente pode ou não jogar na loteria?" "Posso comprar rifa?" 

Quem está no Evangelho vai perguntar à sua própria consciência: "O que faço gera mal testemunho?" "O que as Escrituras me orientam?" "Vai edificar meu relacionamento?" "Onde posso fazer?" "Com quem posso ir?" "Quem pode saber a respeito de meu comportamento íntimo?"

O que posso e o que não posso está revelado nas Escrituras, o que não está ali revelado, a vida no Espírito é capaz de conduzir nossa consciência. 

E por motivo da consciência do outro, renunciamos algumas práticas, mas por razão da nossa própria consciência diante Deus também nos permitimos algumas coisas.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Existe mesmo a vida eterna?

O ex-presidente FHC estava no programa Manhattan Connection do dia 03 de Janeiro de 2016, e perguntaram pra ele sobre o segredo de tanta saúde aos 84 anos. Gostei da resposta.

Ele falou sobre a importância de uma vida ativa, do bom humor, de uma boa alimentação, de exercícíos físicos, enfim de uma vida regrada e cheia otimismo. Resumindo: viver intensamente e reconhecer limites.

Então perguntaram para ele o que ele gostaria de saber e que não pode. A resposta foi: "A vida eterna". 

O FHC sabe muito sobre viver essa vida, mas não nada sabe sobre a vida eterna. Ele gostaria de saber. E você? O que sabe? O que vive? 

"...Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho." (1 Jo. 5.11)

Como desfrutá-la? 

Confie no testemunho do Evangelho de Cristo, deposite a sua confiança em Jesus como o seu Salvador pessoal. Entenda o propósito de sua Primeira Vinda e do sacrifício dele por você. Assuma sua condição de pecador impossibilitado da salvação. Receba esse presente que ninguém merece, mas que é possível porque Ele nos amou primeiro.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Eu não amo Jesus?

Eu não amo a Jesus! Essa afirmação incomoda-me, ao mesmo tempo em que liberta a minha consciência. É uma forte impressão a respeito da minha espiritualidade e da minha vida.

O meu amor por Jesus talvez seja aquele que Pedro tinha logo depois da ressurreição. Ele tinha só uma consideração por Jesus. Ele não o amava sacrificialmente. Depois Pedro veio  aprender a amar e chegou até a morrer pelo Mestre. 

Por que eu não amo a Jesus? 

Se ele pedisse-me alguns dos meus maiores bens e alguns dos meus mais importantes sonhos, eu não estaria pronto pra oferecer. Eu posso até dizer que tudo é dEle e para Ele - como sabemos. Mas, ficar sem algumas coisas eu não estaria disposto. 

Eu não amo a Jesus porque eu só daria algumas coisas se Ele arrancasse-nas de mim. Isso não é dar. Não estou disposto a muitos sacrifícios. Aliás, até oro para que não seja preciso isto ou aquilo.

Eu não amo a Jesus porque eu não canto "Tudo entregarei" em plena tranquilidade, sem nenhuma preocupação. Pouco confio em Seu amor leal.

Eu não amo a Jesus porque o Céu é uma esperança nEle, mas que eu não quero que aconteça logo. Gostaria ainda de fazer muito, inclusive por Ele. Bom, eu gostaria mesmo que fosse por Ele. Mas, questiono as minhas motivações. 

Por que eu não amor a Jesus? 

Porque sinto muito em não pecar. Algumas vezes, é o que quero. E olho pra Jesus como se Ele fosse um estraga prazeres. Eu sei também que este sentimento cheio de blasfêmia é uma manifestação dessa falta de amor. 

Se minha vida fosse avaliada pelo que faço eu diria que amo a Jesus. Quantas horas  dedico-me a falar com Ele, quanto tempo estudando e lendo as Escrituras dEle, quanto tempo com a Igreja dEle, ensinando as ovelhas dEle, amando a minha família que é dEle, servindo a minha esposa que é dEle, buscando de alguma forma ser bênção para Ele e em nome dEle.

Qual é a auto-acusação então que pesa sobre mim? Eu faço coisas boas, mas tenho dificuldade de plena adoração, dificuldade de contemplação, dificuldade de desejá-lO mais do que desejo essa vida. Não sou digno de Jesus. 

Mas, eu quero a Ele. Eu preciso aprender amá-lO. Eu espero a oportunidade de glorificá-lO, não apenas na morte, mas na vida. Numa vida intensa para Ele, não apenas aos olhos dos homens. 

O que é curioso é que eu não preciso parar de fazer as coisas que faço, nem preciso deixar de amar tudo o que amo. Eu não preciso parar de investir naquilo que invisto. Eu preciso "apenas" colocá-lo acima de todas estas coisas e de todos que são importantes pra mim. Eu preciso ter um coração desapegado, entregue, uma esperança descansada, cheio de desejo de uma vida que está acima desta aqui, e confiado em Seu amor leal.

Este é o perfeito amor que lança fora todo medo (1 Jo. 4.18), o qual revela o nível do meu amor. Eu amo a Jesus (ainda que tão timidamente), mas preciso ser aperfeiçoado em seu perfeito amor que lança fora todo medo.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

A vida é contada como terminou, não como começou...

Eu vi uma Igreja marcada pela vida de seu pastor, por 37 anos. Naqueles dias lá em Itabuna a Igreja estava em luto. Ouvi muitas histórias sobre o pastor deles. Essa foi a experiência do Pr. Hélio da Igreja Batista de Teosópolis.

Esta história fez-me pensar que a vida é contada como ela realmente é, culminando em como ela terminou. Não é o nosso começo que faz a diferença. 

Então lembrei de uma mensagem que recebi nesse finalzinho de ano: "Feliz LIVRO novo". A mensagem abordou  o que já escrevemos no livro de 2015. O que vivemos, escrevemos, e isso já foi. E agora?

Qual será o conteúdo das nossas novas páginas? Como escreveremos a nossa história nesse "Novo Livro de 2016"? 

Uma dica: re-leia o que foi escrito. Quais histórias você não precisa apagar? Quais histórias Deus não apagaria? 

O que precisa mudar? Qual a transformação que precisa acontecer para que alguns parágrafos não se repitam?

Feliz LIVRO Novo!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Faça como se fosse pra Ele!

Se você pensar no merecimento das pessoas, talvez deixe de fazer muita coisa boa. 

Agora, se coloca-se no lugar de quem foi abençoado e ainda o é por causa da obra de Cristo, então vai aprender agir graciosamente. 

A sua esposa merece que a leve para passear? 

O seu esposo merece atenção e cuidado especiais? 

Precisamos aprender a fazer pelos outros, o que Jesus fez por nós, e um bom exemplo dessa realidade é como tratamos nossos filhos. 

Normalmente, agimos por instinto paternal, por amor, por misericórdia, independentemente do comportamento deles. Em especial se a questão for cuidados básicos.

Os pais até podem negar algumas coisas, mas normalmente vão exercer cuidados básicos.

Devemos fazer assim também para outras pessoas, a partir da gratidão de que assim Jesus fez por nós. 

E mais: podemos agir graciosamente, num ato de quem faz como se fosse para o Senhor. 

Não valeria a pena fazer como se fosse para o Senhor? Faça-o!