Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



quinta-feira, 4 de julho de 2013

Até Aqui Nos Ajudou o Senhor!

Você pode dizer hoje como Samuel? Ele disse: "Ebenézer" - expressão da língua hebraica que significa: "Até aqui nos ajudou o Senhor!" (1 Sm. 7.12)

Quando Samuel disse "Ebenézer"? Foi depois que a arca, símbolo da Presença vitoriosa de Deus entre povo, retornou a Israel. 

Gente a história é linda! Não foi simplesmente a presença da arca, mas foi acima de tudo a presença daquilo que a arca simbolizava: a própria Presença do Senhor.

Essa Presença provocou no povo temor, arrependimento e confissão. Produziu também intercessão sacerdotal quando o povo estava com medo. E finalmente o fruto: um poderoso estrondo que perturbou os filisteus. Eles saíram fugidos com medo, e os israelitas os alcançaram e os derrotaram.

Samuel olhou pra tudo o que aconteceu e chegou a uma conclusão óbvia, mas que não é muito comum por causa do orgulho: "Até aqui nos ajudou o Senhor!"

Pude olhar pra trás nessa manhã de oração e dizer: "Até aqui nos ajudou o Senhor!" Revisitei a minha história por 12 anos. O que vi? Sustento, livramento, provisão, providência, bondade, ajuda, conquista etc.

Como não dizer "até aqui nos ajudou o Senhor" com um filho de 10 anos, uma filha de 07 anos e o último fazendo o seu 1o ano? Como não reconhecer a Presença num casamento que completa esse mês 12 anos? Como não me prostrar diante do Senhor e não enxergar o cuidado do Senhor sobre o povo, mês a mês, durante tantos anos?

"Olhe pra trás", revisite a sua história... e em meio as lutas veja a boa e cuidadosa Presença, que sustenta.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Igreja: Encontro dos Vulneráveis!

O que é o ajuntamento da Igreja? Muitas metáforas boas: povo, noiva, lavoura, edifício... Curiosidade: todas essas figuras trazem suas dificuldades. 

O povo acolhe para a coletividade o indivíduo. Concede-lhe uma senso de pertencer. Mas, também pode sufocá-lo ou simplesmente ignorar a individualidade. 

A noiva traz a beleza, o encanto, a pureza, mas também os desafios da preparação e até a dor de uma transição para o novo lar.

A lavoura tem seus frutos e também seus espinhos e bichinhos. 

O edifício é imponente e firme, mas também trabalhoso demais a sua construção.

O que é a Igreja então? Linda e não-pronta

É o encontro daqueles que trazem no peito, junto com a esperança da glória, ao mesmo tempo, "os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem impuro." (Mc. 7.21-23)

O quê? Onde a transformação? Jesus nesse texto não descarta uma vida transformada, mas afirma a inclinação para o mal.

Então Igreja é o encontro dos vulneráveis que não podem atirar a primeira pedra; ninguém. E que nem por isso têm o direito de dar ocasião à carne.

A Graça Didática e Preventiva

A graça de Deus é suficiente pra transformar toda uma vida. Transformar mesmo. Completamente. 

Vemos essa graça na vida de filhos que tomaram um rumo totalmente diferente dos pais e de toda a família. Hoje vivem a dignidade do Evangelho.

Então os pais poderiam viver levianamente esperando por essa graça transformadora na vida dos filhos? Não deveriam.

Quem garante a graça? Apenas o Deus de toda graça. E ele tem misericórdia de quem ele mesmo quiser.

Mas, há uma boa notícia aos pais: eles podem desfrutar da graça didática e não apenas a possibilidade da graça transformadora. A graça didática é aquela que usa os pais para inculcar nos filhos o Evangelho, preventivamente, para que eles não precisem da possibilidade de um milagre transformador lá no futuro.

A graça de Deus transforma o pecador, mas pode ensiná-lo antes que se afunde no pecado. E os pais são instrumentos dessa graça.

E aí pai e mãe? Você tem sido um instrumento da graça didática e preventiva? Ou prefere ficar chorando amanhã pela graça transformadora?

"Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo." (Tt. 2.11-13)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Contra Quem Você Está Lutando?

Pena que nos esquecemos. As ciladas armadas contra nós primeiramente vem do maligno. É natural que tenha a instrumentalidade de algumas "pessoinhas", mas originalmente os ataques que sofremos acontecem nas regiões celestiais (Ef. 6.12).


Que bom que é nas regiões celestiais e não nas regiões infernais. As regiões celestiais é o lugar daqueles que estão assentados com Cristo (Ef. 1.3). É o lugar de bênçãos espirituais. 

O que ocorre é que os principados e potestades querem desestabilizar a nossa paz em Cristo, própria desse lugar que nos pertence.

As regiões celestiais não pertencem ao diabo e aos seus demônios, por isso, lançam dardos inflamados contra nós, os quais apagamos com o escudo da fé (Ef. 6.16).

Dardos que podem atingir o nosso coração e outros órgãos vitais, e por isso precisamos do cinto da verdade e da couraça da justiça (Ef. 6.14).

Dardos que podem atingir a nossa caminhada, e por isso, necessitamos calçar os nossos pés na preparação do Evangelho (Ef. 6.15).

Dardos com fogo nas pontas (como eram naquele contexto bélico) que podem nos amedrontar, e que por isso, devemos reagir com ousadia para não ficarmos apenas na defensiva, mas também contra-atacarmos com a espada da Palavra (Ef. 6.17-18).

E então? Você está preparado contra os ataques diários e constantes do diabo? 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Brasil é Campeão? Campeão de...

É tetra, é tetra, é tetra... E campeão absoluto em que mais? Não vem que não tem. O Brasil é demais. 

Ele é demais em corrupção... Aliás se encontra na lista dos países mais corruptos do mundo.

Sabe o que isso significa? 

Menos leite para as crianças, qualidade de merenda inferior, condições precárias nos hospitais, pouca valorização dos professores.

O que será do Brasil quando gritarmos "é campeão" mais algumas vezes? 

O que será da nossa nação com esse paternalismo todo? Milhares de pessoas não querem mais trabalhar porque ganham "muito bem" com o bolsa família e então não precisam mais ser "escravos" da enxada. 

Gente o "cabo da enxada" trouxe dignidade para os meus avós e para os meus pais. Eles não empobreceram por isso, mas aprenderam a lutar e conquistar com decência. 

O que estamos fazendo?

Tá! Brasssiiilllll. E daí? O que mudou com esse título?

E tem mais uma coisa: tem gente que é só brasileiro no futebol, mas não ama o Brasil nação, grita "Brasil", mas não ora pela nação. Critica o governo sem apoiá-lo na intercessão.

Chega de sermos só a pátria de chuteiras. Gostaríamos de ser campeões na Educação e na Saúde. 

Pequei Mais Uma Vez! E agora?

Você já se repetiu ou ainda insiste numa mesma fraqueza? Ainda que não queira e se esforce pra ser diferente lá está ela: "de novo, de novo".

O que você faz? Confessa e segue a vida? E quando mais uma vez você faz tudo novamente?

Dá uma sensação de que o sangue de Jesus não é suficiente? Lá em seu íntimo você reconhece que merece ser punido? 

O problema fica maior ainda quando a sensação de merecimento de punição diminui a obra vicária de Cristo. Como assim?

Ouvimos e cremos que ele é a propiciação pelos nossos pecados como um advogado de defesa que assume a causa de quem cometeu um crime, mas que ainda assim merece uma nova chance. Também ouvimos e cremos que se confessarmos os nossos pecados ele é fiel e justo para nos purificar de todo pecado e injustiça (1 Jo. 1.9, 2.1). E apesar dessas promessas valorizamos demais o tamanho dos nossos pecados ou as nossas fraquezas como se eles sobrepujassem a Graça.

E então, o que estamos buscando? Assumir uma punição que Jesus já levou sobre ele mesmo por nós?

Ou confiamos na suficiência do sangue de Jesus e da graça redentora ou vamos viver na fragilidade da nossa própria justiça. Ou confessamos os nossos pecados e seguimos a vida ou vamos ficar choramingando pelos cantos a graça que o nosso orgulho rejeitou.

Somente quem confessa não apenas o pecado que cometeu, mas a fragilidade e a possibilidade de novamente cometê-lo é que terá a esperança de ser alcançado pelo Deus refinador e purificador que transforma vidas (Ml. 3.2-5).