Sinta-se Em Casa
terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
NÃO SOU BOLSONARISTA, NEM EVANGÉLICO!
sexta-feira, 19 de janeiro de 2024
Igreja Teocrática ou Cristocêntrica?
A Teocracia aconteceu quando o povo de Deus ainda era Israel. Eles, entretanto, rejeitaram o Seu governo, e elegeram Saul para se tornarem parecidos com as outras nações.
Ainda assim, num ato de graça, Deus permite esta transição. E a composição do Reino nunca deixou de ter os conselheiros reais, os sacerdotes, e uma "pedra no sapato" dos reis, que eram os profetas.
Os profetas foram fundamentais para a Teocracia, e depois para que os reis e o Reino, não se desvirtuassem nas contradições dos abusos da autonomia.
A Igreja de Cristo, neo-testamentária, é mais que teocrática. Ela deve ser cristocêntrica, pois Cristo é a cabeça (Cl. 1:18). Ele, o próprio Cristo comprometeu-se a edificar a sua Igreja (Mt. 16:18).
À semelhança do que aconteceu em Israel, para que não houvesse desvios e abusos e nem exclusividade na liderança, o próprio Cristo estabeleceu homens/dons (Ef. 4:11), a fim de que eles equipem o povo.
E um povo equipado, é um povo maduro em discernimento e ativo na cooperação (Ef. 4:14-16).
Estes homens não devem estar, nem trabalhar sozinhos e por isso, o Corpo de Cristo recebeu do Espírito Santo uma diversidade de dons (1 Co. 12).
"Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus." (1 Pd. 4:10)
E para que haja não uma "pedra profética no sapato", mas sim saúde ativa no Corpo de Cristo, o Novo Testamento estabelece a prática de cerca de 48 mandamentos de mutualidade. Segue um amostra:
"A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração." (Cl. 3:16)
"Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos aceitou, para a glória de Deus." (Rm. 15:17)
Sendo assim, nenhuma igreja local pode ser madura e saudável se não tiver algumas coisas das mais básicas:
1. Liderança plural e coparticipativa, não de um "anjo" único que tem todo poder nas mãos, e reivindica "autoridade espiritual";
2. A diversidade dos Dons Espirituais por todos os membros;
3. A prática dos mandamentos de mutualidade;
4. A consciência coletiva de que Jesus e a Bíblia são as autoridades finais e referenciais para a Igreja; e,
5. As pregações não são "apenas" bíblicas; elas são cristocêntricas no sentido de que culminam na Cruz, pois giram em torno do pecado, da graça, da justificação, da Segunda Vinda de Cristo, da eternidade e da santificação.
E então? A sua igreja local é uma igreja cristocêntrica e biblicamente saudável?
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terça-feira, 16 de janeiro de 2024
Que animais podemos comer?
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
Perigos em descentralizar?
A posição que Jesus espera de nós é a de servos, e nenhum servo é tão grande o suficiente que traz um cetro nas mãos no lugar de uma toalha.
Entretanto, há alguns cuidados em descentralizar a liderança, ou fazer uma liderança partilhada, porque implica riscos que precisamos correr e alguns cuidados a atender:
1) Os pastores, e em especial os mais jovens, nunca devem ser rudes com os mais velhos, e respeitosos com os mais jovens:
"Não repreendas o idoso com aspereza, mas admoesta-o como a um pai; bem como aos jovens, como a irmãos; às mulheres idosas, como a mães; às jovens, como a irmãs, com toda a pureza." (1 Tm. 5:1)
2) O povo não deveria jamais provocar constrangimentos e tristeza no coração dos líderes a partir da desobediência, anarquia e libertinagem:
"Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil." (Hb. 13:17)
3) As igrejas neotestamentárias tinham uma liderança plural, e naturalmente, sempre havia um coordenador principal como líder, nunca como se fosse um "Papa". Era assim:
"Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros," (Tito 1:5)
4) Embora abrir para a participatividade provoque riscos, a vulnerabilidade é oportuna para manifestar quem é quem:
"Pois é necessário que haja divergências entre vocês para que sejam conhecidos quais entre vocês são aprovados." (1 Co. 11:19)
5) Uma igreja só pode amadurecer quando há oportunidade da prática do dons em suas múltiplas formas, e ainda quando há uma ambiente de relacionamento embasado no princípio da mutualidade.
"Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus." (1 Pe. 4:10)
Enfim, entre erros e acertos é bom ver como as pessoas crescem quando não só assistem.
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
Novo ano, nova Missão?
Um ano novo traz desafios novos, ou melhor, desafios antigos que se envelheceram nos quartos escuros de nossas memórias. Daí, queremos resgatá-los só porque eles ainda estão lá.
Isto acontece com as práticas mais saudáveis, desde o que comer ou não até o plano de leitura bíblica anual. Também pode acontecer com algum ministério, o exercício dos dons, e alguma missão específica.
Não fazemos assim com alguns "desafios missionais"? Tiramos-lhes o pó e pensamos: "Agora, vai!"
A pergunta é: "Precisa mesmo ir?"
Se sim, vem-nos então, uma outra pergunta: "Como?"
O nosso fazer, o nosso "como" missional, precisa estar atrelado aos conceitos de pertinência e relevância.
Responder à relevância talvez seja mais fácil porque tem a ver com aquilo que é de fundamental importância. Por outro lado, pode ser uma questão capciosa porque tende nos esconder nas generalidades.
Já a nossa resposta àquilo que é pertinente talvez seja um pouco mais desafiador porque toca em algo que vem a propósito, que é apropriado para aquele momento. Não é só ter um propósito, é saber se é praticável, se é aplicável, se tem fluidez naquele tempo e lugar, e ainda, com aquelas pessoas.
Qual é a nossa missão para 2024?
Não vale responder com linhas gerais, com aqueles versículos que cabem a todos. Já sabemos que devemos buscar o Reino em primeiro lugar. Já sabemos que devemos cumprir o nosso ministério, cabalmente. O que, entretanto, podemos não saber é como fazer isto fluir a contento.
Será que não estamos ultrapassando o limite da perseverança para a teimosia?
A resposta, portanto, precisa ser mais pessoal. O que eu estou a fazer é de fundamental importância? Repito: não em linhas gerais.
"Ah, estou a evangelizar os meus vizinhos!" Isto sempre será de fundamental importância, entretanto, o tempo que me dedico a eles é o que realmente preciso fazer neste momento da minha vida, ou há outro caminho? Estou a atender com as melhores estratégias?"
Vai aqui um exemplo bem particular. Vivemos numa Aldeia em Portugal, Mouraria, uma antiga Vila dos Mouros. O que se desenvolveu aqui há tantos séculos? A cultura do cultivo, da horta, das galinhas, das cabras etc. Isto explica porque temos galinhas poedeiras, duas cabras e horta.
Não haveria relacionamento algum neste contexto não fosse por aí. Não haveria assunto, não haveria conversa.
Por outro lado, gerimos uma Casa de Hospitalidade com ênfase em Cuidado Integral. Então, não podemos passar todo o nosso tempo a cuidar da terra e dos bichos.
Precisamos conjugar o tempo na horta com a nossa própria aorta, e a aorta daqueles que passam por nós.
Estou a escrever e ao mesmo tempo a pensar: "Se saíssemos de onde estamos, qual a carência do Reino que seria aumentada? Por que, realmente, eu preciso fazer o que faço hoje? Não há nada além? Não há outra coisa? Outra ênfase?"
Se não há outro caminho, resta-nos refletir o quanto temos tornado a nossa missão relevante (fundamental) e pertinente (praticável) onde estamos.
Não haveria uma outra maneira? O que poderia ser adaptado?
Talvez o caminho sobremodo excelente, seja começar da nossa vida pessoal? Quais as mudanças pessoais, em minha agenda, em meu "schedule", que teriam um forte impacto em minha missão?
Neste novo ano, esperamos uma nova missão, ou simplesmente, uma antiga/nova missão adaptável às demandas deste novo tempo.
Graça, misericórdia e paz para encontrarmos a fluidez que jorra do trono da graça, de maneira que inunde aqueles que nos cercam.
Texto publicado originalmente pela Revista Martureo, dia 08 de Janeiro de 2024.
segunda-feira, 8 de janeiro de 2024
É urgente descentralizar!
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