Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ovelha parte de sua lã precisa ser tosquiada

A denúncia dos pastores que roubam a lã das ovelhas e comem regaladamente de sua gordura é pertinente. Somos contra essa tipo de mercadejar o Evangelho.

Mas, hoje a minha fala é contra as ovelhas que comem a sua própria gordura e se vestem de sua própria lã. Aquelas ovelhas que não se permitem tosquiar nem oferecem do seu  "leite" como recompensa justa ao pastor.

É justo carros novos e lindas casas às custas do atraso da prebenda pastoral? É justo aos olhos de Deus que  aqueles que são alimentados espiritualmente não façam participantes de suas bênçãos materiais aqueles que deles cuidam? É justo pensar que gastamos prontamente com uma pizza (que é direito de quem trabalha), mas não temos coragem de defender o direito dos missionários?

O problema das ovelhas que não permitem ser tosquiadas vão se avolumando em si mesmas e acabam proporcionando maiores possibilidades aos carrapichos e carrapatos. Esses tiram da saúde da ovelha e dos benefícios que os pastores e missionários poderiam desfrutar.

Além dos carrapatos e carrapichos a visão das ovelhas também é muito prejudicada. Nem o pastor elas conseguem enxergar direito.
E aí ovelha? Você tem feito a sua parte em suas contribuições?

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Estatística Trágica sobre Pastores!


A princípio fiquei assustado com essa pesquisa feita nos EUA (Instituto Schaeffer): 
a) 70% dos pastores lutam constantemente com a depressão,
b) 71% estão “esgotados”. 
c) 72% dos pastores dizem que só estudam a Bíblia quando precisam preparar sermões...
c) 80% acredita que o ministério pastoral afeta negativamente as suas famílias...
d) 70% dizem não ter um “amigo próximo”.
e) 80% dos estudantes de seminário (incluindo os recém-formados) irão abandonar o ministério dentro de cinco anos. 

Por que essa estatística trágica? Deveríamos mesmo nos assustar? Não é a colheita de algumas imprudências?

Por que lutam contra a depressão e muitos estão esgotados? Porque o ministério pastoral é solitário sim e alguns não sabem lidar com isso e desejam ser paparicados; porque algumas igrejas tratam os seus pastores como funcionários; porque eles são pressionados a mostrar resultado; porque existe um espírito de cobrança e crítica sobre eles e suas famílias; porque eles não podem se mostrar frágeis; porque normalmente não serão compreendidos se confessarem suas fraquezas.

Por que muitos pastores estudam a Bíblia só pra pregar? Honestamente eu não aprecio departamentalizar a nossa vida. Vida e ministério andam juntos. Se amamos ao Senhor e a sua Palavra vamos nos alimentar quando preparamos uma ministração e vamos querer pregar o que é o nosso alimento particular. Eu não gosto dessa separação grotesca, por outro lado, também crítico quando a coisa se torna mecânica e não tem estreita relação com a vida. O perigo é o profissionalismo engessado do ministério. 

Por que o ministério afeta negativamente a família? Não apenas porque a Igreja não sabe se comportar frente as suas cobranças, mas porque os próprios pastores costumam não saber se comportar bem. Muitos tem casa pastoral dentro do terreno da Igreja e não fazem uma separação, tornando a sua cozinha cozinha da Igreja. Muitos não colocam um cadeado no portão para ter privacidade familiar. Alguns pastores não olham para a sua casa como prioridade. Não se preocupam com a casa em si, não consideram as aspirações emotivas da esposa, não dedicam tempo aos filhos. 

E porque muitos não permanecem no ministério? Ora porque a Igreja não oferece as devidas condições, ora porque eles buscam um padrão acima da simplicidade e acham que ministério, obrigatoriamente, precisa oferecer um bom "pé-de-meia". 

Quem tem culpa? Tanto a Igreja como os próprios pastores. Que cada um faça melhor a sua própria parte, e valorizem juntos o ministério, a família e o próprio pastor enquanto ser humano.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Impunidade gera criminalidade

O Brasil acabou de ganhar mais um título: cresceu no ranking entre os países mais violentos e perigosos com taxa de homicídio elevada para 5.733 mortes num ano apenas. Matou-se mais que o dobro no Brasil em 2012 que em 1 ano de Guerra entre a Rússia e Chechênia. Estamos juntos com alguns países subdesenvolvidos da África com a Zâmbia, a Colômbia e a Venezuela. 

Sabe o que afirmou o Jornal Nacional do dia 27 de Maio? Que a maior causa é a impunidade. Impunidade gera criminalidade, disciplina gera temor.

A impunidade começa com a indisciplina de crianças mimadas que não podem ouvir um não. As Leis hoje protegem o menor infrator. Ele pode matar, mas em nome de seus direitos não pode ser chamado de assassino. As autoridades policiais são desestimuladas a aplicar a disciplina. Aqueles que governam não precisam do mínimo investimento que recebe a Segurança Pública. Seus carros blindados faz com que olhem como algo não muito importante a segurança do povo.

E na Igreja de Jesus? Dá pra cuidar de perto das pessoas nessa rotatividade de hoje? Igrejas mais se parecem com Rodoviárias - onde as pessoas apenas passam. Talvez a melhor comparação fosse uma Casa de Shows onde se diverte, ou simplesmente uma Loja de Fast Food onde se entra pra consumir rapidinho o que se quer, e nada mais.

Russell Shedd diz que o que diferencia a Igreja de um Clube é a disciplina. O que temos feito com as nossas crianças? Não é em casa que a Igreja começa? O que temos ensinado e requerido dos nossos jovens? Como temos encarado como encaram o casamento?

A Igreja precisa reassumir a sua posição de sal e luz do mundo sim. E como a sua Liderança se comporta frente ao pecado é determinante nesse processo:

“por causa das ternas misericórdias de nosso Deus, pelas quais do alto nos visitará o sol nascente, para brilhar sobre aqueles que estão vivendo em trevas e na sombra da morte, e guiar nossos pés no caminho da paz.” (Lc. 1.78-79)

terça-feira, 27 de maio de 2014

Professores inspirados pela História da Igreja

Os professores que aprendem a partir da história, haverá de projectar melhor o seu futuro. E a História da Igreja pode ajudar:

A Plenitude dos Tempos deixa a primeira dica: o grego Koiné foi utilizado para a escrita do Novo Testamento - no vernáculo do povo. Professores precisam se comunicar, e isso a partir de uma linguagem que aproxima e que seja inteligível.
 
E na Patrística? Polemistas e Apologistas cuja base era a Bíblia. Aqueles usavam o Novo Testamento dentro da Igreja e esses o Antigo frente aos governantes. O perfil comum é que tinham a Bíblia com base para a defesa de suas convicções.

Os professores que conhecem o Deus de toda a verdade, sabem que todo conhecimento e verdade não são contraditórios com a espiritualidade.

O Período dos Concílios podem nos ensinar a respeito de dedicação e renúncia. Alguns deles chegaram a durar meses e anos. 

Professores não podem medir esforços, precisam se privar a fim de que se dediquem plenamente.

Mesmo com a Idade das Trevas podemos aprender de como não fazer. A alienação a Igreja em nome de Deus coibiu todo questionamento e com as descobertas. 

Professores não podem inibir, precisam provocar, estimular, abrir possibilidades.

Os Protestantes da Reforma nos ensinam sobre o apego às Escrituras numa postura de denúncia de tudo o que contra ela se levanta. 

Professores precisam ter a Bíblia como a maior referência da Verdade.

Os Puritanos são exemplo de homens de Deus que se comprometeram não apenas com a Teologia, mas com as outras ciências também. Eles sabiam que todo conhecimento verdadeiro e útil vem de Deus. Deles vieram a Harvard. 

Professores precisam considerar e valorizar todos os conhecimentos como uma expressão da Verdade maior.
 
E o Cristianismo na América Latina? Os primeiros líderes Kalley (médico) e Simonton  (professor) tinham uma visão integral. A primeira Escola Bíblica do Brasil foi feita com as crianças em 1850. 

Professores precisam olhar de maneira transversal os conhecimentos e aplicá-los de maneira a servirem de maneira prática.
 
E hoje? Como estamos escrevendo Atos 29? Qual a herança que você vai deixar? Será que temos sido relevantes e pertinentes onde estamos? Que falta faríamos aos outros, se parássemos hoje? 
 
Vamos honrar a beleza e as implicações de nossa História em nossa jornada como professores.

Dois coelhos numa caminhada só

Todos os dias de manhã estou experimentando a bênção de caminhar orando. "Dois coelhos" numa caminhada só.

Ao caminhar cuido do meu corpo que é templo do Espírito Santo e que pode me possibilitar um prolongamento útil de vida ministerial com qualidade.

Ao caminhar orando estou cuidando do Corpo de Cristo, a sua Igreja, que possibilita saúde para outros irmãos e colegas de ministério espalhados na caminhada pelo mundo.

E você? Tem cuidado o seu corpo? Quanto dorme? Como é a sua alimentação? Depois vai ficar dando trabalho para os outros.

E do Corpo de Cristo? Tem ajudado a cuidar ou está dando trabalho aos que cuidam? 

Não se esqueça que vida saudável é cuidando do corpo e do Corpo.

O Coração do Casal

Um é o coração da esposa e outro é o coração do marido. A princípio, são dois corações e está tudo bem. 

 Ambos, devem tomar consciência e serem intencionais na construção de um terceiro coração, cuja simbiose trará um único coração, o coração do casal, enquanto propósito e direção.  

    O coração do marido precisa se manter vivo bem como o coração da esposa, cada qual na sua individualidade, entretanto, se trata de individualidade e não de individualismo.  

    O respeito à individualidade do coração do outro vai continuar a existir sempre, até porque se trata de um princípio bíblico para o casamento, quando o amor e o respeito são conjugados no relacionamento conjugal (Ef. 5:33). 

    A individualidade sim, o individualismo não. O individualismo mata o processo de formação do coração do casal, porque é egoísta enquanto o coração do casal é altruísta. 

    O casamento, o lar, precisa de um só coração - o coração do casal.  

    A renúncia, a espera e a compreensão precisam existir o tempo todo, e se manifestam em questões muito básicas: 

    Os dois precisam ganhar juntos e gastar juntos. Os sonhos pessoais precisam ser postos à mesa e os dois precisam conversar e decidir juntos sobre todo e qualquer investimento.  

    Não se pode haver um investimento diferente do sonho comum - e aí os gastos precisam corresponder ao coração do casal, o que os dois desejam juntos. 

     E na área sexual e de disciplina de filhos?  

  São duas outras questões tão delicadas quanto a financeira. Normalmente se pensa diferente a partir do seu próprio contexto, formação e visão de mundo. 

    Antes de tudo, o diálogo com abertura. Muita conversa não só para se fazer ouvido, mas para ouvir o coração do outro.  

    Questionamento mútuo das motivações, dos porquês, daquilo que agrada e é confortável, daquilo que é difícil e até traumático, ou quem sabe inconcebível.  

      Aí precisa entrar o amor manifesto em renúncia e não pode ser sempre de um lado só, o que só é possível quando assumimos a consciência de somos discípulos de Cristo também no casamento, o qual se entregou por Sua Noiva, a Igreja. 

    A discussão não resolve. A acusação e a incompreensão pioram ainda mais as coisas. 

    Uma boa saída frente as dúvidas e as discordâncias é a oração. A oração não só pessoal, mas a oração honesta, juntos.  

    A leitura de bons livros na área de casamento, e a leitura juntos, pode ajudar muito neste processo, bem como a busca de bons conselheiros, maduros e que vivam bem enquanto casal. 

    Enfim, precisamos estar imbuídos e comprometidos na busca do coração do casal, ainda que seja necessário um transplante.  

Segue no Instagram: @vacilius.santos