Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Um ensaio sobre o que todo homem precisa

Todo homem precisa ser totalmente livre e receber a maior bênção de todas, a salvação.

A salvação pode ser melhor entendida a partir de duas palavras: redenção e remissão.

Efésios 1.7: “Nele temos a redenção, por meio do seu sangue, e a remissão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus.”

Ambas as ações dependem plenamente do sangue de Jesus e também da graça de Deus.

“Redenção” é o ato de “colocar em liberdade”. Sem Cristo o homem está aprisionado pelo pecado, pelo mundo e por Satanás (Ef. 2.1-3) e por Cristo, pelo seu sangue, se recebe alforria, liberdade.

“Remissão” é o ato de “limpar, purificar com sangue”. É o que Cristo realizou por nós lá na Cruz.

Todo aquele que é liberto de qualquer mal sem provar da purificação de pecados não é salvo. A redenção do Evangelho não é parcial. Ela acontece juntamente com a remissão.

“Todo liberto em Cristo é também purificado. Todo puro também é liberto”.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A divisão do Reino de Israel

Israel começou com o chamado de Jacó, lá no Egito. Lembra que o seu nome foi mudado pra Israel? Sobre ele repousa a promessa de que seria pai de muitas nações, de uma multidão que não se poderia contar. Essa multiplicação começou já ali no Egito.

O povo cresceu e saiu do Egito para a Terra Prometida, Canaã. Herdaram a terra que mais tarde se tornou a cidade de Davi, do grande Rei. 
Região historicamente conhecida como Canaã, Israel, Palestina, Terra Santa.


O primeiro rei de Israel foi Saul - reinou 40 anos. Na sequência Davi - reinou 40 anos. E finalmente Salomão - reinou 40 anos. Esse foi o período conhecido como Reino Unido.


O Reino se dividiu com Roboão e Jeroboão (1 Rs. 12). A partir de Roboão surgiu o Reino do Sul, chamado de Judá, cuja capital foi Jerusalém. Israel se tornou o Reino do Norte cuja capital foi Samaria. 


Na verdade, quem se rebelou foi o Reino do Norte com Jeroboão. Talvez temos aí a razão pelo qual não houve nenhum rei bom em Israel, apenas em Judá.


Os desdobramentos dessa divisão se seguiu em toda a história de Israel. Até no exílio eles estavam separados, cada qual foi levado cativo para lugares diferentes. O cativeiro de Judá aconteceu na Babilônia, enquanto Israel foi para a Assíria.


Até no cativeiro Judá foi privilegiado porque o método de cativeiro dos babilônios permitiam certa liberdade religiosa. Foi lá na Babilônia que surgiram as sinagogas e com isso a bênção de salmodiar as saudades do templo em Jerusalém. Saudade poetizada pelos filhos de Coré (Sl. 42 cf 84).


Os assírios tinham um método sutil, mas muito pior de misturar o povo ao seu próprio e com isso exterminar aquela raça. Talvez por isso não encontramos narrativas claras do retorno do exílio dos israelitas, mas os judeus tem um registro em árvore genealógica, na reconstrução dos muros e do templo com Esdras e Neemias.


Somente em 1948 a ONU reconhece Israel  oficialmente como um Estado democrático de direito e com total independência. Em outras palavras se tornou um país e para nós - na história teológica dos judeus - voltou a ser um Reino Unido de fato.


(Obs.: Querido Nunes e a quem mais interessar, busque mais em: "A História de Israel" de Samuel J. Schultz).


Israel é o "xodó" de Deus?

Jesus veio para Israel, porém eles o rejeitaram, e então os gentios tiveram a sua vez (Jo. 1.12). Jesus envia os discípulos às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt.10.5). O Evangelho foi dado primeiro aos judeus (Rm. 1.16). A Grande Comissão, os 70, e Paulo foram enviados primeiramente a Israel. Por quê?

A mulher siro-fenícia prova da graça que se estende aos gentios (Mt. 15.21-28). Por quê?

Aliás, em toda a História existe uma extensão da graça alcançando os gentios. A exemplo: a rainha de Sabá com o imprudente Salomão, a conversão nacional dos ninivitas com a pregação do xenófobo Jonas.

Por que esse "xodó"? (Perguntou Renan Calegari. O "causador" dessa polêmica.)

Porque Deus "precisava" de um "pai da fé" entre os mortais. Aquele de quem viria a bênção de crer. Foi Abraão. A ele foi prometido uma descendência numerosa que alcançaria gentios inclusive (Gl. 3.6-9).

Ora é natural pensarmos numa linguagem a partir daí: Isaque e Jacó. Jacó se tornou Israel - pai da nação que nasce no Egito e morre no deserto, mas fica ainda um remanescente que entra na Terra Prometida, Canaã - mais tarde a cidade do grande rei.

Dessa linhagem veio Jesus, da linhagem do rei Davi. Israel como povo escolhido tem implicação de origem histórica e genealógica. Bem como Jesus se tornará o grande Rei a partir de Davi.

Como nós entramos na história? Aí tem uma implicação, não necessariamente histórica, mas eterna. Os gentios, a Igreja, também povo escolhido - mas antes da fundação do mundo. 

A escolha de Israel e a sua rejeição é histórica. A escolha dos gentios acontece na história, mas é supra-história porque foi antes de todas as coisas acontecerem.

Hoje Israel só tem os privilégios secundários da graça e da eleição (Rm. 9.4-5). Para serem salvos precisam crer também (Rm. 9.6-8).

Os gentios então foram salvos só porque Israel rejeitou? De maneira alguma. Eles são salvos somente porque creem? De maneira nenhuma.

Antes da história os gentios já faziam parte do "plano eterno da redenção" (Ef. 1.3-6). A graça então é superabundante na salvação dos gentios. Muito maior! Porque eles foram escolhidos antes que historicamente Israel o fosse.

E outra! Re-lembrando: Israel precisa crer. Então isso significa que a escolha dos salvos judeus passa pelo viés da Igreja. Sim. Hoje não há salvação para que não faz parte da Igreja Invisível.

Tanto Israel como os gentios estão fundidos na Igreja como um só homem (Ef. 2.15). Então o "plano eterno da redenção" não distingue Israel de Igreja. Jesus desfez a parede de separação entre judeus e gentios (Ef. 2.14-18). Ambos foram eleitos por Deus, Israel e Igreja (1 Pe. 2.9-10). Em Cristo somos todos iguais:

"Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são uma descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa." (Gl. 3.26-29)

Assim podemos entender que os gentios não tiveram vez só porque Israel rejeitou. Israel não foi escolhido aleatoriamente ou porque fosse melhor. A escolha de Israel é uma questão historicamente genealógica. Israel desfruta da eleição eterna quando crê assim como os gentios. 


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O ministério é para os íntimos!

Hoje tive o privilégio de me ajoelhar diante do Senhor da Igreja, o Soberano de toda terra. E ali me senti pertinho do Pai  - aconhegante - e pedi para que ajudasse com o ministério da oração e da Palavra (At. 6.4).

O que era um pedido se tornou uma reflexão. Mais que uma reflexão, se tornou uma "convicção da intimidade". 

Cumprir a oração é desfrutar da intimidade de quem está por perto, junto, ligado. 

E o que seria o ministério da Palavra? A busca e a benção de conduzir aqueles que precisam se encontrar perto também. 

Resumindo: os pastores foram chamados para serem íntimos e levarem outros a intimidade com o Senhor. É o chamado para ficar perto e conduzir outros a que venham também.

Ministério sem oração e Palavra significa vidas vazias caminhando pra lugar nenhum.

Como está a sua vida querido colega? Pra onde tem levado o povo que pertence ao Senhor?


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Por que tanta criminalidade?

O caminho que gostaria de tomar nessa reflexão é o caminho que os pais não deveriam trilhar: o caminho da inversão de valores na educação dos filhos.

Quando a formação familiar valoriza mais coisas que pessoas é natural que, em momentos cruciais, se optará pelas coisas em detrimento das pessoas.

As coisas tem se tornado mais importantes que as pessoas, e isso implica na desvalorização do ser humano.

Já vi pais disciplinando filhos porque quebraram algum objeto, mas os mesmos pais não corrigiam seus filhos quando eles machucavam outros coleguinhas.

E aqueles que "brigam" e exigem disciplina e as melhores notas na escola, mas que não se importam com a leitura diária das Escrituras?

Percebem como hoje as crianças são criadas para amarem as coisas e usarem as pessoas? Inclusive os pais ensinam isso a partir de suas amizades interesseiras.

Crianças que são corrompidas e acabam aprendendo a querer mais presente que presença.

E depois nos assustamos com os divórcios, e consequentemente com crianças abandonadas, treinadas pelas circunstâncias não amarem até as últimas consequencias.

Que valor tem o ser humano? 

O que é a prostituição - não apenas aquela das ruas, mas as negociações chantagiosas dentro do casamento? E a criminalidade gratuita, de graça, barata, corriqueira que mata, mas que antes alimentou a pirataria e as "mentirinhas" pra tirar vantagem?

Onde vamos parar com essa geração que desaprendeu a valorizar as pessoas?


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ela Se Casou com Jesus?

Ficamos hospedados em Boa Viagem, na casa de uma senhora lutadora, que criou os filhos sozinha. Ela optou em continuar só depois que o marido saiu de casa e tê-la traído.

Ela poderia ter se casado novamente? Cada qual responde conforme crê das Escrituras. Essa reflexão não se propõe a um fórum de debate teológico. O que gostaria de destacar foi a resposta que ela mesma apresentou da situação em que vive.

"Quando eu me casei eu fiz uma aliança com o meu Deus. Meu marido não me respeitou, mas lá no altar eu me comprometi com o meu Senhor que não teria outro homem."

Esse testemunho não revelou simplesmente uma defesa teológica. Fiquei pensando na aliança que ela fez. Circunstâncias desfavoráveis não a desviaram de um propósito feito a custa de aliança de sangue. Ela me lembrou Deus com Abraão quando fez com ele uma aliança incondicional, que não dependeria de Abraão, mas tão somente do próprio Senhor alcançar todas as famílias da terra.

O que é o casamento para ela? Uma aliança incondicional. O que podemos aprender? Independentemente do outro temos um compromisso a ser honrado. 

E então? Você tem honrado os seus deveres e compromissos, mesmo que alguém não faça a parte que devia fazer? 

Lembre-se a sua aliança primeiro é com o Senhor. Melhor quando os dois se honram e honram também os seus compromissos básicos. Mas, na situação de você fazer a sua parte sozinho (a) não desista porque primeiro para o Senhor vivemos.