Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Não mais alvos que a neve?

Os "wokes" não são apenas aqueles que falam "todes" e "bem-vindes". Eles encontraram no passado do verbo "to wake" (acordar, tornar consciente) uma nomenclatura para um movimento social contra o racismo e supostas injustiças.

Este movimento de origem afroamericana já está a ecoar na desconstrução teológica evangélica brasileira. 

A bola da vez é o hino "Alvo mais que a Neve" escrito originalmente por Eder Reeder Latta em 1881 (Blessed be the Fountain).

Estão a questionar a letra? Já olharam de onde vem Eder Reeder Latta? Já perguntaram por sua base bíblica? 

Eder Reeder Latta, um pregador metodista, que atuou durante a Guerra Civil Americana pela abolição da escravatura. Curioso, não?

Um abolicionista sendo usado como referência de preconceito? 

E a sua Teologia? De onde vem? Ele teve como fonte de inspiração o seguinte versículo:

"Embora os seus pecados sejam vermelhos como o escarlate, eles se tornarão brancos com a neve; embora sejam rubros com a púrpura, como a lã se tornarão." (Is. 1:18)

O que fazer? 

Agora temos um motivo a mais para vigiarmos sobre cantores evangélicos que vão compor sem a mínima coerência histórica e bíblica. Desta vez, foi Kléber Lucas. Quem mais?

E os não "wokes" mais acordados e vigilantes? 

Vamos seguir cantando, e vamos reafirmar e proclamar as palavras do profeta Isaías que 700 anos de Cristo já falava sobre Ele.

Bendito seja o cordeiro
Que na cruz por nós padeceu
Bendito seja o seu sangue
Que por nós ali ele verteu
Eis nesse sangue lavados
Com roupas que tão alvas são
Os pecadores remidos
Que perante seu Deus já estão
Alvo mais que a neve
Alvo mais que a neve
Sim nesse sangue lavado
Mais alvo que a neve serei
Quão espinhosa a coroa
Que Jesus por nós suportou
Oh! Quão profundas as chagas
Que nos provam o quanto Ele amou
Eis nessas chagas pureza
Para o maior pecador
Pois que mais alvo que a neve
O Teu sangue nos torna, Senhor
Alvo mais que a neve
Alvo mais que a neve
Sim nesse sangue lavado
Mais alvo que a neve serei, eu serei
Se nós a Ti confessarmos
E seguirmos na tua luz
Tu não somente perdoas
Purificas também ó Jesus
Sim e de todo o pecado
Que maravilha de amor
Pois que mais alvo que a neve
O teu sangue nos torna, Senhor
Sim meu Senhor
Alvo mais que a neve
Alvo mais que a neve
Sim nesse sangue lavado
Mais alvo que a neve serei
Sim eu serei
(Alvo mais que a neve) oh aleluia, glória ao teu nome Jesus
Alvo mais que a neve
Sim nesse sangue lavado
Mais alvo que a neve eu serei
Sim eu serei
(Mais alvo que a neve)
Mais alvo que a neve
Serei
Eu serei

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terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Espiritualidade, Comida e Jardim

O que espiritualidade tem a ver com comida e jardim? 

A Bíblia diz que Deus plantou um Jardim no Éden (Gn. 2:28). Sim, Deus foi o primeiro a fazer o jardim, e de tão importante que era o seu jardim, ele decidiu criar um cuidador para ele, e depois viu que esse cuidador cuidaria melhor se tivesse uma cuidadora junto dele. 

Ainda sobre o jardim o grande Jardineiro, na qualidade de Criador, fez brotar da terra árvore que fosse agradável aos olhos e desse fruto bom para comer. Tudo era lindo e agradável. Agradável aos olhos, ao olfato, ao tato e ao paladar. 

Vocês já pensaram nos cheiros das frutas? Tudo muito bem-feito para ser desfrutado. A criação e o Criador são mesmo 5 estrelas.

Ele também fez a árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn. 2:29). Por quê? Porque importava uma espiritualidade plena. 

Tudo devia ser celebrado e cuidado, e também os limites da sua espiritualidade. A espiritualidade plena é aquela que não está desassociada das coisas ao nosso redor. 

A espiritualidade precisa ser vista numa espiral que contempla a verticalidade e também o horizontal. É um constante olhar para cima e para baixo. É viver tão plenamente que já não se pode classificar material e espiritual, e santo e profano. 

É por isso que mais tarde, Paulo fala "quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei para a glória de Deus." (1 Co. 10:31) 

A culinária ou gastronomia, a hospitalidade, o jardim, a contemplação, o contacto com a natureza, a criação, o trabalho, o casamento, o desporto, o sexo, o descanso, a leitura, a horta, a soneca, a viagem, a igreja... sim tudo, tudo num mesmo nível de temor a Deus. 

Tudo feito para a glória do próprio enquanto desfrutamos e reconhecemos a sua boa mão em todas as coisas.

Ainda não ficou claro? 

Fica então algumas dicas para que possamos perceber o que é viver para a glória de Deus, que vou chamar de "PALAVRAS-CHAVE DA ESPIRITUALIDADE":

1. TEMOR a Deus

2. ALEGRIA em tudo

3. SIMPLICIDADE como estilo de vida

4. RESPEITO ao próximo

5. SERVIR sempre que possível


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quarta-feira, 2 de novembro de 2022

A Igreja Brasileira depois das Eleições de 2022

A polarização também chegou nos arraiais evangélicos. As correntes do "Brasil Ungido", do "Brasil Amigo" e do "Brasil Umbigo" não fizeram um bom trabalho.

O que foi de bom é que a Igreja Brasileira se posicionou o que é muito importante dos dois lados, e até de um terceiro. Houve posicionamento. Isto faz parte do espírito da Democracia.

É verdade que a nossa Pátria está nos céus, somos peregrinos, e mais do que orar pelas autoridades somos chamados a "...viver no presente século de maneira justa, santa e piedosa..." (Tt. 2:14-15).

Não somos seres apolíticos. Desde os Reformadores, os Puritanos e os movimentos avivalistas promoveram ações políticas e transformação social impactante que foram frutos do Evangelho e da sã doutrina somados a um estilo de vida piedoso. E, diga-se de passagem, que as suas ações políticas em muito nos reportam aos profetas do Antigo Testamento e a João Batista que denunciavam a corrupção.

O primeiro grupo dos evangélicos atrapalhou a laicidade do Estado. Aonde Bolsonaro ia lá estavam eles a forçá-lo a declarar que o Brasil é de Jesus. 

Parecia a todos que ele governaria para os evangélicos. Fez falta que o Presidente estivesse mais com outros grupos e outras confissões. O que podia ser um risco porque este grupo é tão sensível que podiam interpretar como um desvio espiritual. 

Acho que este grupo, o do "BRASIL UNGIDO" gerou antipatia, acirrou os ânimos contra os evangélicos, transmitiu uma aparência caricata de nós como se todos fôssemos contra tudo e contra todos.

Infelizmente, a postura deste grupo alimentou aqueles que já tendenciosamente sempre nos denegriram. Oferecemos lenha grátis para sermos queimados vivos.

E o outro lado? O outro lado criticou tanto o discurso de ódio que se nivelou. Tornou-se tão intolerante quanto.

Mais que isto. Este segundo grupo flertou com a Teologia da Libertação, e definiu como critério para votação os mais pobres e as minorias. Usavam versículos bíblicos para justificar um viés que mais lembrava a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire que o próprio Evangelho.

Este grupo, "BRASIL AMIGO" esqueceu-se das maiorias trabalhadoras, arriscou princípios básicos em nome de um discurso de paz e amor, e parece-me ter relativizado a corrupção em nome de um suposto "mal menor".

E o terceiro grupo? Foi um grupo amargurado e desesperançado. Um grupo que tomou decisões como se a questão não fosse o bem do Brasil. Foi uma decisão unilateral, ora produzida pela dor da perda na Pandemia, ora porque queria agradecer algum favor recebido no passado. O que, notadamente, compreendemos devido as fragilidades emocionais e estruturais envolvidas.

Ambos colocaram suas questões pessoais acima do interesse na Nação. Foi como se o futuro Presidente fosse só deles, ou simplesmente porque queriam vingança. Este grupo podia ser chamado de "BRASIL UMBIGO".

Todos estes grupos não foram apolíticos de um lado, mas foram politiqueiros, militantes à beira da alienação.

O que fazer agora? 

Primeiro passo, reconsiderar os maus caminhos. 

O "Brasil Ungido" precisa redescobrir a sua vocação eterna. Somos peregrinos que veem a implicação da eternidade da vida, no Meio Ambiente etc, mas somos sempre seremos forasteiros em terra estranha que jaz no maligno.

O "Brasil Amigo" precisa redescobrir a sua vocação na terra de maneira mais holística do que pensa ser. O tema da corrupção não pode ser amenizado porque alguém age como Robin Hood. Dar aos pobres precisa respeitar e contemplar princípios inegociáveis, e ações concretas não-paternalistas e imediatistas apenas.

O "Brasil Umbigo" precisa redescobrir o perdão das suas feridas e a gratidão ao Senhor acima dos homens na instrumentalidade que o Pai das Luzes faz de qualquer Governo.

Onde estamos?

A omissão não é o caminho. Quero fazer parte daqueles que intercedem e denunciam, com respeito, amor, verdade e criatividade. 

Somos todos a única Igreja de Jesus, a nossa Pátria está no Céus, e enquanto aqui somos chamados a "viver santa, justa e piedosamente" pois "a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens" (Tt. 2:14-15). 

E viver assim não é contraditório com as manifestações públicas passivas. Como bem partilhou a Professora Eugênia Luz: "há uma diferença muito grande entre ser pacífico e ser passivo... diante tudo o que está acontecendo no Brasil..."

Então, vamos sim nos posicionar, especialmente a favor da liberdade e da justiça porque são a base de um povo, de maneira "santa, justa e piedosa".

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terça-feira, 1 de novembro de 2022

Orgulho de Ser PAULISTANO, filho de MINEIRA, filho de BAIANO

Nasci no Bairro da Mooca e, quando criança podia literalmente cantar "moro em Jaçanã". Depois, cresci perto da Zona Leste, numa simpática cidade, Poá. 

Poá é uma cidade-dormitório onde vivem milhares de nordestinos e imigrantes do Brasil inteiro. O que vi? Gente muito trabalhadeira que tal como meu pai baiano e minha mãe mineira ajudou a construir São Paulo. 

Vi muita gente boa crescer, conquistar, bem como queridos amigos perderam-se. O berço conta muito. Viver o Evangelho conta muito. Ter saído da Bahia e de Minas Gerais contou muito.

Se meus pais lá tivessem ficado poderíamos ter sido no máximo "pobres limpinhos", mas o destino de minha família poderia ter sido o que acontece hoje com a maioria na Bahia e com boa parte de Minas Gerais, especialmente o nordeste de Minas. 

Sinto por eles. Sinto que quem lhes estendeu as mãos foi de maneira maquiavélica para se eternizar no poder. Vai aqui uma crítica aos que já o podiam ter feito de maneira justa.

Bahia traz os piores índices, especialmente na Educação e é a número 1 em assassinatos. E novamente, elegeram um Governador do PT, partido que já governa há 20 anos. QUANTA CEGUEIRA e ALIENAÇÃO.

POR QUE TENHO ORGULHO DE SÃO PAULO? 

Pra já dá oportunidade a todos que chegam e são trabalhadores e estudiosos. 

Orgulho-me porque nunca permitiu um Governador do PT em sua História, e outra vez disse não ao PT ao eleger Tarcísio de Freitas, o que também fez a grande maioria do país. Ter o PT com a minoria da minoria traz esperança.

São Paulo é o lugar de crescimento e de oportunidade. Quem quer aproveitar, cresce.

Tal como São Paulo há regiões do Brasil que trabalham e produzem para sustentar aqueles que são vítimas de um sistema corrompido e alienante. Não culpo nem o baiano nem o mineiro, culpo seus aproveitadores, e culpo também os que não os olha devidamente.

Tão, tão, tão alienante que a Transposição do Rio São Francisco falada, idealizada e debatida já desde D. Pedro II saiu do papel, e ainda assim não foi suficiente para mudar o quadro "eleitoreiro" do Nordeste. Sim, eleitoreiro não eleitoral. É sujo!

Parabéns, São Paulo! Tenho orgulho de ser paulistano! "E, verás que o filho teu não foge à luta!" 

Seguimos fortes na RESISTÊNCIA com muita esperança. Ou o Governo Federal anda na linha ou já sabemos que o seu destino será o mesmo de Dilma. Afinal, 50.9% não fez um bom trabalho, nem o STJ, nem o TSE, agora resta aos Deputados e Senadores agirem a contento. E o farão porque são a maioria, e há muita gente boa como nunca antes.

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quinta-feira, 6 de outubro de 2022

A Bênção da Angústia?

A angústia pode ser uma bênção? Sim. 

A angústia pode ser uma oportunidade de maior dependência de Deus, uma oportunidade em contar com a generosidade de alguém, e uma oportunidade em desfrutarmos de solitude.

A angústia não pode ser associada apenas com os piores dos sentimentos, como se fosse apenas inibidor e depressivo. 

Naturalmente, num primeiro momento a angústia fere-nos, incomoda-nos, tende a deixar-nos sem reação e alienados.

Por quê? 

A angústia aperta o coração, pressiona a alma, traz tons mais escuros ao nosso olhar. É como se estivéssemos a ser esmagados e as nossas forças esvaem-se. 

E, então? 

Então, voltamos aquela oportunidade de maior dependência de Deus, contar com a generosidade e empatia de alguém e, também, desfrutarmos de solitude.

Tudo isto é um movimento proativo em meio a um tempo que tende a ser de passividade, e por isso, é preciso haver decisões e abertura.

Estamos tão fracos e vulneráveis que não conseguimos orar? Então, confessamos a Deus que não queremos nem falar com Ele e estamos em dores e desanimados. Na contramão de nossos sentimentos perseveramos em oração.

A outra ação tão fundamental é contar com os outros.

Contar com os outros? E se os outros não forem proativos? Neste caso, devemos ser nós a pedir ajuda. Bater à porta e abrir o coração. Dizer: "Eu preciso de ajuda!"

Para além de Deus, da ajuda do outro, precisamos da nossa própria ajuda. E a encontramos no tempo de solitude.

Os tempos de angústia acabam por serem terreno fértil às reflexões. É uma oportunidade natural em rever, ponderar, reconsiderar...

Enfim, com toda a esperança que não vem de nós próprios terminamos este tempo com as palavras do Apóstolo Paulo em 2 Co. 4:9-11:

"Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;
Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos;
E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.


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terça-feira, 4 de outubro de 2022

Não somos Alice nem Peter Pan, somos nordestinos!

O Brasil cresceu e muito devemos aos nordestinos. Eles não só construíram todo o país, mas são diferenciados de qualidade e criatividade em tudo o que fazem.

Por quê? Ora essa! Porque são determinados e profundamente entregues e comprometidos com o que assumem.

Dizem que não são gratos. São sim, senhor! Tanto é que alguns ainda votam por gratidão ao que no passado lhes foi dado.

Também são espertos, são gaiatos, não são bicho-do-mato como pesam, pejorativamente, alguns.

Qual a minha esperança? 

Que eles, tal como meu pai, BAIANO, que sempre viu Lula como sindicalista à porta da Volkswagen, no ABC Paulista, assumam que ser contra o "bom-velhinho Peter Pan" é fundamental para a Segurança e o futuro dos seus queridos.

Ganhamos hoje um incentivo a mais, sendo minha mãe MINEIRA lá do interior, de Goiabeira. O Governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema, declarou abertamente que o Governo do Lula deixou um rastro de destruição em Minas Gerais.

Não precisamos voltar a ser a Terra do Nunca, onde se roubava para dar um pouco aos pobres e muito aos ricos.

Nem precisamos ficar iludidos com as promessas ludibriantes e rasas de quem fantasia um País de Maravilhas que nunca existiu naqueles 16 anos de engano. 

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