Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Emanuel e Maranata

Emanuel - Deus conosco! Que privilégio ter Deus a habitar entre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor. 

Jesus é o Emanuel porque assim é chamado (Mt. 1:23), mas também o é porque Ele é o Deus que "tabernaculou-se" entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos  a sua glória, glória como do Unigênito do Pai (Jo. 1:14). 

O que Deus habitar entre nós? 

Significa habitar com aqueles que têm o coração contrito e humilde de espírito (Is. 57:15). Isto implica em habitar a nossa dor, pois o coração contrito tanto pode ser o coração arrependido, bem como aquele que está a ser esmagado, consumido. 

A missionária Zaza, com forte experiência na África, disse no Encontro Sepal 2020 que, uma boa compreensão da nossa humanidade, da encarnação e da Trindade, leva-nos a compreender que Deus habita a nossa dor, e seremos "transforma-dores". 

Aqueles que sofrem podem dizer Emanuel, mas podem também dizer Maranata, isto é, "Ora vem Senhor Jesus". 

Quem tem esta esperança, sabe que um dia não mais haverá dor, nem morte, nem lágrimas (Apoc. 21:4). 

Tomar consciência da "emanuelidade" de Deus é também cultivar a esperança da Sua Vinda: Maranata. 

Não é algo a ser dito apenas no fim dos fins, como no penúltimo verso do Apocalipse. É também algo dito por aqueles que estão engajados hoje, como Paulo, depois de discorrer sobre anseios e possibilidades ministeriais (1 Co. 16:22).

Enfim, alguns aprenderão a dizer Emanuel porque cultivam uma esperança cristalina e iminente do Maranata, outros aprenderão a dizer Maranata porque assumem uma consciência inabalável do Emanuel. 

Seja como for, que seja Emanuel e Maranata, Maranata e Emanuel sempre. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Halloween e a Reforma Protestante

Dia das Bruxas? Sim. O seu berço pagão foi a cultura celta, 
dedicado a lembrar os mortos, incluindo os santos (hallows), mártires e todos os fiéis falecidos, um dia antes do Dia de Todos os Santos. 

Este tal do Halloween tornou-se normal, mundo a fora. Tão normal que algumas igrejas já estão a "santificar" esta Festa, numa versão gospel. Soa-me estranho, mas não é a questão para hoje.

Para hoje podemos pensar na influência satânica detrás da Festa, já a partir de símbolos como a abóbora aberta e acesa para iluminar o caminho dos mortos, e personagens como os vampiros e zumbis. 

Não é simplesmente a influência satânica declarada, mas há a indireta também, como nos desviar da memória que jamais devíamos esquecer. 

O dia que escolheram para o Dia de Halloween é exatamente o dia 31 de Outubro, dia da Reforma Protestante. Neste dia, em 1517, Martinho Lutero fixou suas teses, contra as doutrinas e as práxis da Igreja Romana, às portas do Castelo de Wittenberg.

Lutero que era um monge e pároco, depois de ser confrontado, num retiro, por Romanos 1:16-17, que fala sobre a justiça de Deus, revelada no Evangelho, de fé em fé, viu-se verdadeiramente livre das indulgências e do clericalismo. 

Assim, solidificou a Reforma Protestante embasada em "Só a Graça, Só pela Fé, Só Cristo, Só as Escrituras, e a Glória somente a Deus".

O que isto tem a ver com o Dia do Halloween? A data, e também a postura que devemos resgatar, daqueles que protestam - corajosamente - contra as obras das trevas.

E para prostestar precisamos estar embasados, tal como os Reformadores. 

O que diz a LDB (Leis de Diretrizes e Base da Educação) no Brasil? Em seu Artigo 33º reza que o "ensino religioso é facultativo". O Estado é laico, e como tal, assim que não podemos obrigar ninguém de participar das aulas de Educação Religiosa, tal como também o é em Portugal, ninguém pode requerer a participação de nossos filhos, em atividades de cunho religioso. 

Mas, a Festa das Bruxas é uma festa religiosa? Sim. Ela trabalha diretamente com elementos de crença e espiritualidade. É uma Festa que levanta-se diretamente contra aquilo que cremos, a Bíblia, o nosso Livro Sagrado.  

“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus.” (Deuteronômio 18:9-13)

“Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos consultará os mortos?” (Isaías 8:19)

Então, os nosso filhos estão fora das atividades para notas? O que eles devem fazer são atividades que compensem a ausência deles, nestas sobre o Halloween.

Por outro lado, quero terminar com uma sugestão: Por que não podemos usar nossa criatividade, não para participar da Festa, mas para fazer trabalhos que partilhem este engano? 

Já pensaram numa arte que explore o Gólgota? O que é o Gólgota? O lugar da Caveira, onde Jesus foi crucificado. Caberia uma arte que mostre o aconteceu no Gólgota? Caveiras espalhadas pelo monte, e lá naquele lugar de morte injusta, Jesus pendurado na Cruz.

Problema? Possivelmente. O estado não é laico? É preciso muito cuidado se algo for feito. Estamos a tratar de adolescentes e jovens, que é suposto já tenham argumentos para se defenderem. 

E o que dizer de nossos pequeninos? Eles são extremamente atraídos pelo visual. Se não é prudente que eles se vistam tal como os outros, deveriam ficar em casa neste dia. Por quê? 

Porque é muito constrangedor para uma criança, quando estão todos vestidos à rigor, e ela sendo exposta a ser ridicularizada, ou simplesmente, passar vontade, sem ainda entender bem porque ela também não poderia. 

Outro sério problema com as fantasias é que elas preparam as crianças para se acostumarem com a proposta diabólica, de não fazer distinção entre a luz e as trevas.

"Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo." (Isaías 5:20)

Ah, já estava a esquecer dos "doces ou travessuras". Falamos o ano inteiro para que não façam travessuras, e então permitimos a didática contraditória da travessura, se os doces não forem dados.

É uma brincadeira que ensina chantagem maldosa, e a possibilidade em fazer o mal se não for atendido.

Enfim, precisamos fazer distinção clara entre luz e trevas. Não dá para participar e apoiar este movimento que busca suavizar o que já sabemos ser guerra.

"pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais." (Ef. 6:12)

Baseado no Livro Halloween - veneno com gosto de festa

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Teoria das Esferas - Herman Dooyeweerd - VII

A Teoria das Esferas, ou Teoria da Realidade, defende que o mundo é semanticamente plural. Ou seja, nenhuma área existe independentemente da outra, e especialmente de sua origem.

"O significado (Meaning) é o ser de tudo aquilo que é criado." (Herman Dooyeweerd) - Não há nada no mundo que não traga a essência do Criador. 

O "não-existir independentemente" está também relacionado com a sua ordem. A Palavra criadora de Deus, estabelece comandos próprios para cada área. 

Há uma ordem, e elas estão relacionadas com o mundo físico, pois tudo o que existe é físico, inclusivamente, as quantidades, o espaço, o tempo e a matéria. Não apenas a matéria. A Física moderna reconhece realidades assim a partir da energia, por exemplo.

Quando falamos de comandos próprios é o mesmo que reconhecer autonomia. Há vários níveis e aspectos próprios que não pode ser reduzido a outro aspecto. Isto é, cada esfera é autônoma, mas não independente.

Não dá para explicar tudo com alguma área específica. Cada esfera distingue-se por um núcleo. Por exemplo, o núcleo da esfera estética seria a  harmonia, da esfera lógica é a análise, da esfera física é a interação, e assim segue. (Guilherme de Carvalho)

Todas as esferas têm o seu lugar, estão relacionadas, até chegarmos a última esfera. A esfera da fé. 

Sendo assim, a esfera da fé abre e ilumina todas as outras.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

A Natureza Multicolorida da Realidade - Herman Dooyeweerd - VI

Há uma pluralidade de sentidos. Há uma natureza multicolorida da realidade. E o conhecimento teórico tem como papel - não definir - a realidade, mas sim descobrir a realidade.

Toda ciência entra apenas como ferramenta. O ponto arquemediano não está no próprio conhecimento, como se fosse a racionalidade a dar sentido a vida. Tratar qualquer área do conhecimento assim, desonra a Deus, é idolatria. Afinal, não existe razão enquanto substância, o que existe é a racionalidade, que é uma função do coração. E o coração é enganoso.

Por isso, Dooyeweerd defende que não existe conhecimento autônomo, porque o coração está conectado com o ídolo ou com Deus.

Quem não reconhece a sua base, e suas implicações, fica iludido. Pensa que a coisa criada é o criador.

"Sem o auto-conhecimento uma pessoa pode tratar a essência da vida humana como existência biológica e se tornar podre em termos afetivos, justiciais, estéticos, e assim por diante." (Guilherme de Carvalho)

Sendo assim, Dooyerweerd fala das "Ideias Transcendentais" - ideias espirituais que dirigem o pensamento.

Elas fixam os pensamentos teóricos em 3 pressupostos suprateóricos: 1) A coerência do sentido cósmico, captada na experiência ordinária; 2) O "ego supratemporal" que é o coração; e, 3) O "arquê" que é a fonte absoluta do sentido.

Sãos estas 3 "ideias transcendentais" que fazem a pessoa a se fixar num motivo religioso, ainda que ela não tenha consciência disto. 

Pensei num exemplo prático: Jovens que trabalham, de forma libertária, para criar um sociedade mais justa. Ou, gente que acredita na supremacia branca. O que estes opostos tem a ver com os motivos religiosos? 

Posso arriscar que a essência daqueles jovens tem a motivação num os padrões elevados de justiça, o que não deixa de ser um clamor para resolver com as próprias mãos, a dívida do pecado. Ou ainda, a busca de um padrão divino, que é mais elevado.

E no caso dos supremacistas, acreditam ser a criação perfeita. Uma distorção de quem Deus é. 

Não sabemos ao certo quais são as motivações e "justificativas-religiosas-inconscientes", mas certamente, estão lá; pois, Deus criou todas as coisas perfeitas, e pôs no homem a eternidade (Ecl. 3:11). A eternidade sempre estará lá.

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terça-feira, 6 de outubro de 2020

O Dilema das Redes

Por que estamos assustados?
É mesmo chocante ouvir que, apenas duas empresas tratam seus clientes como usuários: a das drogas e a de sofware. 

Não sabíamos ser perigoso, enfeitiçante e tendencioso? É assustador ouvir que, quando nos sentimos desconfortáveis, solitários ou com medo, usamos chupetas digitais para nos acalmar. 

É impactante saber o que está por detrás das nossas telas? É sim, horrível, saber que, os publicitários pagam pelos produtos que usamos, e nós somos a coisa vendida.

Não era suposto que assim fosse? Dentre os nossos três inimigos, Paulo afirmou que um deles é o "sistema deste mundo" (Ef. 2.1-3). E João já dizia que o mundo "jaz no maligno" (1 Jo. 5.19).

Então, vamos deletar tudo, agora mesmo? Não necessariamente. Porque quem está no maligno é o mundo, e não nós. Jesus não falou para sairmos do mundo. E temos a mente de Cristo para reconhecer que há "likes" genuínos, bem como a partilha sincera de coisas boas, cuja motivação contempla a glória do Senhor. 

Ou estaria Deus subjugado a não ser glorificado nas mídias sociais? Se assim fosse, estaríamos contaminados e condenados, e ninguém que tivesse baixado um Aplicativo poderia dizer: "Não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim". 

Quem somos já sabemos. Somos astros neste mundo (Fp. 2:15). E a luz que dentro está, começa em nossa particularidade. Somos livres para fazer uso do que quer que seja, com a prerrogativa graciosa de não sermos dominados (Rm. 6:14), pois, não amamos este mundo (1 Jo. 2:12-15).

Sendo assim, precisamos tomar consciência e sérias medidas, e decidir fazer uso saudável, como ferramentas que podem ser. Ferramentas não só de trabalho, mas também de entretenimento não-alienante. 

Entretanto, segue o perigo e a necessidade de vigiar sempre. 

O Documentário da Netflix "O Dilema das Redes" é uma demonstração de que a motivação era a melhor possível. Justin Rosenstein, criador do "like" no Facebook, admite que a sua intenção era promover a interactividade entre as pessoas. No entanto, hoje revela uma séria disfunção psicológica daqueles que se permitem deprimir, porque não obtiveram os "likes" que esperava, ou de quem os esperava. 

Tristan Harry, ex-especialista em design do Google, admite não haver neles, a mínima preocupação com a verdade, porque a causa é o dinheiro, ainda que seja preciso provocar a condição de distopia, quando os extremos são ainda mais polarizados, e as pessoas ficam sujeitas ou a anarquia, ou a uma escravidão impiedosa. 

É triste saber que quem define o que um adoslescente vai comprar, num bairro pobre de qualquer submundo, são as empresas que estão no Vale do Silício, na Califórnia - Facebook, Snapchat, Twitter, Instagram, YouTube e outras.

Não é novidade que haja manipulação a partir de algoritimos inteligentes, cuja função é de nos prender e aproveitar-se da nossa vulnerabilidade. E pior, da vulnerabilidade de nossas crianças. 

O que devemos fazer como família? Precisamos criar uma cultura do "offline-criativo", o que dá mais trabalho.  

O que fazer com as nossas crianças? Mais que limitar horário, e verificar o que estão assistindo, o que é importante, precisamos também assistir e jogar junto com eles. E melhor ainda, dar alternativas de coisas boas, inteligentes e edificantes. 

Coisas que vão exigir mais da nossa atenção, como jogos de tabuleiro, e o resgate daquelas brincadeiras mais antigas, de cantigas, danças e jogos. Estas saídas criativas que vão exigir até melhores condições físicas, e menos ostracismo. 

E o que fazer comigo mesmo? Ser a referência de quem não se deixa dominar, ainda que sob o pretexto de responder importantes mensagens. Algo mais: auto-exame das motivações ao abrir, asceder, curtir, responder.

Onde a Igreja em tudo isto? Vai utilizar as ferramentas para alcançar os outros e abençoar os seus, mas sobretudo, irá refletir a saúde de gente que usa a tecnologia, é usada por Deus, e não é simplesmente usuário.

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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Crianças para Cristo - Casal Schaeffer


Conheci Francis Schaeffer ainda no Seminário, através dos livros, e nestes últimos anos com a visita a L'Abri Inglaterra. As pesquisas sobre a sua obra e teologia continuam, e uma das coisas mais incríveis que descobri vem antes de L'Abri. 

Quando Schaeffer era pastor de uma pequena Igreja na cidade de Grove City, Pennsylvania, eles começaram a trabalhar com as únicas 4 crianças matriculadas na Escola Bíblica Dominical. Dentro de pouco tempo eles chegaram a reunir 170 crianças na Escola Bíblica de Férias. 

A partir desta experiência tornaram-se líderes do Movimento Crianças para Cristo. Um movimento que despertava a evangelização, não apenas das crianças, mas que desafiava pastores e igrejas.

Susan Schaeffer Macaulay, uma dos filhos do casal, escreve o livro "For the Children's Sake", no qual desafia crianças, pais e professores a viverem o significado da vida humana e da vida cristã. Ela também deixou um Tributo a sua mãe Edith Schaeffer:

"Minhas primeiras lembranças mais claras estão em St. Louis, durante a Segunda Guerra Mundial. Minha mãe fez um lar aconchegante e segura para nós... cozinhando refeições maravilhosas em uma cozinha, onde eu ficava curtindo rajadas de música enquanto cantávamos no rádio. Alguns dos refrões que cantamos então, e nas aulas para crianças que davam em nosso porão depois da escola, cantamos juntos até o fim verão. Naquela cozinha de infância, lembro-me da atmosfera calorosa e alegre enquanto cantávamos e ela até girava em uma dancinha! Na igreja, ela sempre apontava as palavras do hino livro... e ela e eu, quando juntos, ou ao telefone ao longo de sua longa vida, continuaríamos cantando ao Criador, Salvador e Senhor. Uma de suas favoritas, cantada com gosto, ela lideraria as sessões da Escola Bíblica de verão em St. Louis. Lembrei-me daquele entusiasmo contagiante pego por todos os 500 de nós, crianças lá, enquanto cantávamos “Quando os santos vão marchando ... Senhor,quero estar nesse número, quando os santos entrarem marchando."

O que podemos aprender deles?

1) Era uma família alegre que desfrutava de um clima aconchegante.

2) A vida comum do lar estendia-se para a vida de Igreja.

3) A vida de Igreja não ficava lá. Ela vinha para casa em forma de cânticos e temor.

4) Havia um investimento de evangelismo e discipulado nas crianças do Bairro. 

5) Possivelmente, a filosofia de "Respostas Honestas a Perguntas Honestas" de L'Abri, tiveram sua origem do relacionamento com as crianças. Por quê? Porque são elas que nos fazem perguntas honestas, e das mais complexas. E mesmo aquelas que parecem simples e desnecessárias, fazem-nos pensar naquilo que ainda não pensamos. 

Enfim, antes da vida na Igreja, há a vida do lar. Antes das elubrações filosóficas e das questões mais delicadas da teologia, o nosso coração devia ouvir as crianças. 

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