Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Vassoura de Bruxa

Há 20 anos atrás começou uma decadência da antiga região de Ilhéus, que na época dos coronéis chegaram a cogitar a independência do Brasil devido a tamanha riqueza do cacau. 

O clima úmido de mata nativa permitiu um ambiente fértil ao cacau, mas de repente chegou uma praga, chamada de "vassoura de bruxa". Ela deu no pé de cacau e o seu começo enganava. Parecia que a planta estava ainda mais forte, com mais folhas. E de repente, o pé murchava  e se secava completamente.

Resultado: muita gente se suicidou porque o ouro do cacau que já estava negociado não veio naqueles anos. A região empobreceu. Os ricos investiam apenas fora da cidade. Seus filhos estudavam nos Estados Unidos, por exemplo. E hoje a região está empobrecida e se estrutura.

Quais as lições dessa história que ouvi e vi parte dela em Itabuna e Ilhéus?

Aprendemos que não apenas a bruxa está solta, mas a sua impiedosa "vassoura" vem para destruir todos que colocam a sua esperança nessa vida.

Em quem está a sua dependência? Qual a sua segurança sobre os seus investimentos e negócios? Em quem está a garantia do seu futuro?

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Boas memórias

Quando os seus olhos fecham em sua particularidade mais solitária e íntima, o que você vê?

Minha filha desenhou o dia em que andei com ela de mãos dadas envolta de um lago em Arujá (esse desenho ao lado).

E você? O que poderia desenhar? O que as suas memórias poderiam produzir artisticamente?

Quais as memórias você está desenvolvendo na vida de seu filho? O que eles poderiam desenhar de suas vivências com você?

Memórias especiais só acontecem com atenção exclusiva, caminhada de mãos dadas, num agradável banco de parque, numa viagem, numa ação diferente - desde que o espírito de amor e renúncia valha para o dia-a-dia também.

Estamos produzindo boas memórias na vida de toda gente a nossa volta? 

Desobrigados pela lei da compensação

O que seria a lei da compensação? Seria aquele limite que nos damos porque já fizemos muito ou alguma coisa. Cuidado!

Sei que há situação que precisamos reconhecer já termos feito o nosso papel. E a prudência nos traz um senso de discernimento e satisfação para até pararmos com algumas ações. Por outro lado, corremos o risco de achar que já não precisamos fazer mais, quando Deus espera por nossa continuidade.

Especialmente se a matéria for o amor. Nada podemos dever a ninguém, mas a Bíblia diz que o amor é uma dívida eterna (Rm. 13.8).

Por que parar? Será que já fizemos realmente tudo o que deveríamos fazer?

As coisas só devem terminar quando Deus nos diz: "Basta!" Enquanto não, o caminho deve ser o mesmo do nosso Mestre: o caminho da perseverança.

Fazer por quem não pode recompensar

Soube de um colega de ministério que além de não apoiar um projeto assistencial aos mendigos ordenou aos diáconos que se eles aparecessem não deveriam permitir a sua entrada no Culto. Absurdo! Que Evangelho é esse?

Que perigo sermos motivados em ganharmos apenas aqueles que podem trazer algum retorno pra igreja local. Daí vem outros procedimentos questionáveis: investir apenas em missionários da igreja local e da denominação, por exemplo. Ou não fazer investimentos naquele seminarista que não ficará na igreja local depois do curso.

Já viu aquelas Igrejas que fazem reuniões de empresários? Eu sei que eles precisam ser ganhos e ensinados no Evangelho. Mas, qual é a motivação legítima? O retorno que podem trazer? Por que eles não fazem reuniões parecidas com gente em situação de rua?

Bom. Vamos agradecer porque tem gente que faz diferente, porque tem gente que foi alcançada pelo Evangelho e faz de acordo com ele:

"Quando você der um banquete ou jantar, não convide seus amigos, irmãos ou parentes, nem seus vizinhos ricos; se o fizer, eles poderão também, por sua vez, convidá-lo, e assim você será recompensado. Mas, quando der um banquete, convide os pobres, os aleijados, os mancos, e os cegos. Feliz será você, porque estes não têm como retribuir. A sua recompensa virá na ressurreição dos justos". (Lc. 14.12-14)

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Honra não se busca

Ser honrado é muito bom. Claro que depende por quem e em qual circunstância, mas é natural que nos faça bem.

Quando a honra é fruto de reconhecimento por bens e trabalho feitos, ela cai muito bem. Mas, seria contraproducente buscar aquilo que deveria partir de iniciativa dos outros.

Honra não se busca, se recebe graciosa e justamente.

Honra é graça e também justiça porque não é obrigatoriamente necessária e ao mesmo tempo pode ser cabível.

"quem se gloriar, glorie-se no Senhor, pois não é aprovado que a si mesmo se recomenda, mas aquele a quem o Senhor recomenda." (2 Co. 10.17-18)

Quando alguém reivindica a honra que merece ela não combina com a graça e a justiça porque não é espontânea e nem voluntária.

Que tal esperar no Senhor e saber que no Senhor o nosso trabalho tem o reconhecimento devido e terá a recompensa merecida? (1 Co. 15.58)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Por que Israel e os Palestinos brigam?

Os conflitos entre Jacó e Isaú, Isaque e Ismael poderiam nos antecipar nesse nesses ataques atuais. Mas, gostaria de viajar para um tempo depois, bem na época dos Juízes, quando os midianitas, os amalequitas e outros povos destruíam tudo o que era dos israelitas até Gaza (Jz. 6). Gaza continuou sendo um território sangrento naquela época mesmo depois de conquistada por Judá (Jz. 1.18).

Somente em 1847 começa uma imigração dos judeus de todo o mundo para essa região chamada de Palestina a partir do Movimento Internacional Judeu. Parecia utopia reconquistar a Terra Santa, território que pertencia ao Império Otomano, no século XVIII, mas em 1903 já eram 25 mil e na Primeira Guerra Mundial, na fuga contra os nazistas, milhares chegaram por lá.

Em 1947 houve o reconhecimento do "Estado Duplo" e em 14 de Maio de 1948 Israel declarou a sua independência, reconhecida pela ONU. Os exércitos de Egito, Jordânia, Síria e Líbano atacaram e foram derrotados.

Em 1967 começou a "Guerra dos Seis Dias". Israel derrotou Egito, Síria e Jordânia, e conquistou toda a Cisjordânia, as colinas de Golan e  Jerusalém Oriental. Foi uma vitória inexplicável pelos condições desfavoráveis da geografia a Israel. E no feriado de Yom Kippur, em 1973, o Egito e a Síria atacaram e foram derrotados novamente. 

A primeira Entifada árabe aconteceu em 1987 e a segunda em 2000. E em 2010, na região que os Palestinos evocam como sua capital, Israel construiu 1.600 casas, no setor oriental de Jerusalém.

Seria então uma Guerra legítima? Israel caminha para uma conquista definitiva? Podemos mesmo olhar para Israel em suas tensões com a Palestina como um relógio que proclama a aproximação de Jesus para reinar sobre Jerusalém?

Independentemente de sua posição escatológica e política sobre Israel e a Palestina, cabe orar por gente de carne e osso que sofre nessa região agora, e a favor da Igreja que se encontra dos dois lados, mas é uma só, porque a parede de separação foi desfeita em Cristo (Ef. 2.14-17).