Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Ser é mais difícil!

Quantas obras incríveis fez Salomão! Construções de arquitetura suntuosa e admirável. Milhares de poemas. Conquistas (2 Cr. 8). 

Para que serviu tanta sabedoria e tantas obras se ele mesmo não conseguiu dominar a si mesmo?

É triste quando a nossa sabedoria atende apenas as necessidades alheias.

Ele sabia compor poesia, mas a métrica da sua vida estava sem rima.

Ele sabia construir açudes e prédios, mas não soube edificar a sua própria casa.

Ele sabia administrar o levantamento do Templo, mas não sabia cuidar de seu próprio altar.

Ele queria fazer a sulamita feliz, mas achava que precisa ter outras mulheres.

O pior aprendeu de seu pai que queria tanto que o seu filho com Bate-seba sobrevivesse e que Absalão não morresse, mas não sabia priorizar a família.

Para que serve tanta sabedoria se a si mesmo não pode se servir dela?

"Mas esmurro o meu próprio corpo e faço dele o meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado." (1 Co. 9.27)

A sabedoria que você conhece tem servido a você?

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A sua importância e a de Maria...

Não há nenhuma "mariolatria" em reconhecermos o privilégio do qual desfrutou Maria, a mãe de Jesus. Ela não é mãe de Deus, mas é mãe daquele que, em si mesmo, trouxe a revelação do próprio Deus: 

"Então disse Maria: "Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva. De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, pois o Poderoso fez grandes coisas em meu favor; santo é o seu nome."

Jesus reconheceu a importância de sua própria mãe, pois é natural entendermos que Ele foi uma criança e jovem obediente. Por outro lado, precisamos olhar na perspectiva dele.

Jesus sabia que Maria era bem-aventurada, mas também sabia, e afirmou, que ainda mais bem-aventurados são aqueles que ouvem e obedecem a Palavra de Deus.

"Feliz é a mulher que te deu a luz e te amamentou". Ele respondeu: "Antes, felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e lhe obedecem". (Lc. 11.27-28)

Qual o seu lugar comparado a Maria? Você pode se dizer mais bem-aventurado do que ela porque desfruta o privilégio da obediência?

(Obs.: Não é que Maria não tenha sido obediente. A perspectiva aqui é entre a madre e o discípulo adorador).

sábado, 2 de agosto de 2014

Felicidade sem glória?

Eu acabei de desfrutar de um período bem especial com a minha família nessas últimas férias. Eu definiria esse tempo em FELICIDADE. Por outro lado, pensei: "Tudo isso é tão passageiro! Em que a glória de Deus está sendo promovida? Como momentos transitórios como esses poderiam ser eternizados, não apenas na memória, mas na eterna glória?"

O que faz a vida ter sentido não são momentos felizes e nem mesmo um estado de felicidade mórbido. Estado de felicidade mórbido? Sim. Aquela felicidade descomprometida com a glória de Deus.

Então considerei, re-considerei, analisei, e me bombardeei de perguntas auto-confrontativas: "Esse tempo de praia promove a glória de Deus? E esse "retorno-intra-família" compete com a glória de Deus? A glória de Deus poderia se "enciumar" desse tempo exclusivo com esposa? O que a glória de Deus tem a ver com compras, sonhos realizados, comidas gostosas, sexo, dormir até mais tarde, não ter uma disciplina rigoroso de leituras, brincadeiras de criança etc?" 

Respostas que me vieram: "Se houve uma disposição sincera em honrar a esposa, servir a família, curtir a bênção dos filhos, propósito de renovo para seguir melhor depois, vigilância para não pecar, confissão frente as fraquezas, senso de respeito, motivação amorosa... Nessas coisas a glória de Deus se fez presente."

E então? A sua felicidade está promovendo a glória de Deus na celebração vivencial e empírica do Evangelho?

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Dia do Escritor

Dia 25 de Julho é o dia do Escritor. O que poderia escrever num dia que posso considerar meu mesmo?

Normalmente se vê escrever como um ato de se expressar. Claro que é, mas também é algo mais, e mais importante ainda, porque expressar é consequência desse algo mais importante.

O que é mais importante que expressar? O ato livre e voluntário de buscar se entender. Éh, acho que é isso aí: escrever é o ato de busca de liberdade, pois as palavras sabem entender.

Que negócio é esse de "busca de liberdade" e "palavras sabem entender"?

"Busca de liberdade" porque "conhecereis a verdade, e a verdade os libertará." (Jo. 8.36)

"Palavras sabem entender" porque elas "discernem os pensamentos e propósitos do coração" (Hb. 4.13). 

Que mistura é essa? Somente uma tentativa de entender o próprio ato de escrever como uma busca de eternizar a própria alma na imitação pífia frente a Escrita que nunca se perderá, jamais passará, ainda que passem céus e terra.

terça-feira, 22 de julho de 2014

A gente paga, mas torce pra não usar

Nessas férias fizemos uso de nosso Plano de Saúde duas vezes. Estávamos na Praia Grande é foi uma grande bênção sermos atendidos duas vezes na Unimed Santos. Melhor seria não termos usado, mas já que precisou valeu a pena. O atendimento foi rápido e bom.
 
Voltei a fazer uso de serviços que pagamos e torcemos pra não usarmos quando estávamos de volta. Acionamos o Seguro e eles trouxeram de volta o nosso carro e em outro carro voltamos pra casa.
 
O que podemos aprender com essas vivências?
 
Vale a pena investirmos em cobertura de soluções de coisas desagradáveis, que fazem parte da vida, mas são previsíveis.
 
Doenças, acidentes etc. são previsíveis. Jesus já falou que passaríamos por toda sorte de aflições (Jo. 16.33).
 
E o que Jesus falou sobre o lado do Seguro, das Previdências e dos nossos "planos protetores" de cada dia?
 
Ele falou que quando alguém se lança a um desafio precisa calcular os recursos. E pra tanto mencionou o construtor de uma torre (Lc. 14.31-35).
 
O que aprendemos então? Passaremos situações difíceis e precisamos nos precaver pra tanto.
 
 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Tem coisa que parece ser ruim

Ficamos 4 horas dentro de um avião e o voo foi cancelado, ou melhor, adiado para o dia seguinte. Menos mal que nos deram Hotel e comida. Rssss.
 
Foi um transtorno, mas o que vimos foi a boa mão do Senhor cuidando de nós, pois depois que o avião já estava na pista perceberam algo errado nos "flaps" (instrumento necessário para o pouso e decolagem).
 
O que foi comum na reação das pessoas? Muitos bringaram, exigiram, criticaram... mas, pude ver alguns poucos tendo uma atitude diferente.
 
Foi muito legal também o que a Mara falou para uma mãe que estava amamentando: "Não fica triste não. O seu filho está no melhor lugar." E a mãe parece ter se sentido confortada.
 
Não é assim que deveríamos nos sentir? Abraçados e aconchegados ao Senhor como se estivéssemos sendo amamentados?
 
"À sombra das suas asas me abrigo até que passem as calamidades." (Sl. 57.1)