Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



sexta-feira, 11 de abril de 2014

Interceder é sinônimo de bênção pra si mesmo

Por que interceder é sinônimo de bênção pra si mesmo? Como posso entender a intercessão pelos outros como uma oração por si mesmo?

O princípio que norteia o Evangelho é o da "renúncia recompensada". Deus nos retribui por todo bem que fazemos. A vida de Jó lembra essa realidade: "Depois que Jó orou  por seus amigos, o Senhor o tornou novamente próspero e lhe deu em dobro tudo o que tinha antes." (Jó 42.10)

Quando você pensa nos outros, Deus pensa em você. Quando cuida dos outros, Deus cuida de você.

Então vamos orar pelos outros só pra sermos recompensados? De maneira nenhuma podemos ter a recompensa como motivação. A recompensa é automática; é consequência. A motivação legítima é o amor.

Aliás nem mesmo o corpo entregue pra ser queimado poderia receber boa recompensa não fosse por amor (1 Co. 13).

Essas considerações nos servem apenas para sermos re-lembrados que o Evangelho que professamos não ensina ninguém a buscar os seus próprios interesses.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Cada dia, um dia a mais

"Cada dia, um dia a mais" lembra aqueles que estão lutando contra a dependência química. No entanto, gostaria de apontar outro caminho. O caminho da misericórdia renovada todo dia para quem permanece respirando frente aos muitos perigos de nossos dias.

Você já percebeu quanta gente dorme e não acorda? Quanta gente nova infartando! Nesses últimos 3 meses tive notícias de uns 10 casos a partir dos 38 anos até os 65. Inclusive gente que se cuida!

E os acidentes? Acidentes de todo tipo: atropelamento, queda de avião, batidas, no trabalho, e até domésticos.

E a criminalidade? Quanta vítima inocente. Não há lugar seguro. Mesmo onde há segurança e educação de repente um louco vira a cabeça e esfaqueia ou atira em todo mundo.

Onde estamos? Nesse mundo que está mesmo mergulhado no maligno (1 Jo. 5.19).

Então, todo dia, cada dia, um dia... alcançado pelas misericórdias do Senhor (Lm. 3.22). 

Faça a sua parte e deixe os outros em "paz"!

Fazer a minha parte de deixar os outros em paz? E se essa paz for falsa? Não tem problema? Não seria melhor confrontar?

Confrontar pessoalmente faz parte da orientação das Escrituras que nos desafia a falar a verdade, uns com os outros, em amor (Ef. 4.25). Não "uns dos outros".

Por outro lado, precisamos "deixar em paz" aqueles que não querem se envolver no sentido de não ficarmos falando mal deles. 

Sabe por que tenho pensado sobre? Porque Jesus mesmo falou que o amor de muitos se esfriará nos últimos, dias devido ao aumento da maldade (Mt. 24.12).

Também estou a pensar seriamente sobre essa questão porque não cabe ao servo promover queixa contra os outros. E o servo que assim age ocupa o lugar de seu Senhor. Quando quem faz as coisas, tece comentários críticos a quem não faz, passa a ocupar o lugar de juiz, que pertence apenas ao Senhor (Tg. 5.9).

Outro detalhe: quem serve precisa fazê-lo em alegria (Fp. 4.4). E quando você fica a olhar os outros perde o prazer.

Vamos deixar os outros em "paz"? Que tal recorrermos a oração?

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Fotografar: seleção natural de memória

Acabei de postar no facebook um álbum: "ALGUMAS VIVÊNCIAS QUANDO AINDA ERAM PEQUENININHOS". E, pensei: não há fotos de momentos difíceis. Por que são fotos apenas de festas, passeios, confraternização e momentos que nos fazem sorrir e admirar?

As fotos não podem captar a alma. As festas escondem o coração. Certamente passamos em todos esses anos por momentos difíceis.

Há também uma "seleção natural de memória" de momentos que desejamos reviver. Não queremos fotografar as nossas tragédias - as dos outros sim - porque a foto faz o tempo parar e nos remete ao passado. E se re-lembrar é viver, não queremos reviver situações amargas.

Por outro lado, a foto principal que Deus tirou e dela fez um quadro para exposição foi de uma morte cruel, dolorosa e agonizante:

"...Não foi diante dos seus olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado?" (Gl. 3.1) "Exposto como crucificado" sugere um quadro, uma imagem, uma "fotografia".

Aliás, a ordem de proclamação da morte do Senhor na Ceia "até que ele venha" (1 Co. 11.26) é para que olhemos com esperança para o futuro com base num sacrifício passado.

Vejo algo didático na Cruz. Os cravos, os espinhos e os pregos da Cruz nos ensinam a viver com esperança.

Não deveria ser assim com outras situações da vida? Não deveríamos nos lembrar de certas tristezas e amarguras para que sejamos estimulados a olhar para o Senhor com esperança no cuidado dele?

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Não é a Igreja quem precisa de você?

A igreja precisa de você? Ou você precisa da igreja? Alguns apelos sugerem que a igreja precisa das pessoas. Afinal, sem elas com a igreja sobreviveria?

Achei interessante as considerações feitas por um missionário angolano que ouvimos ontem com base na carta aos Hebreus 10.24-25: "E consideremo-nos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia."

Quem precisa então? Nós da igreja ou a igreja de nós?

Nós é quem precisamos da igreja. A nossa participação e contribuição não é uma esmola, uma ajudinha, não é determinante. É privilégio!

Se o foco for o crescimento espiritual e desenvolvimento da nossa vida cristã, nós é quem precisamos da igreja.

Vamos mudar o olhar. Quem sobreviveria sozinho? 

A igreja, sem você, continuará igreja porque "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt. 16.18). Mas, você sem a igreja não sobrevive espiritualmente.

Que tal valorizar a igreja local na perspectiva de quem precisa dela para crescer e até sobreviver?

domingo, 6 de abril de 2014

Bons Filhos Apesar dos Pais?

Por que alguns filhos são tão bons, mesmo vindo de lares desestruturados? E por que há aqueles que têm sérios desvios de caráter, ainda tendo bons pais?

Será que os "lares estruturados", não seriam apenas aparentemente bem estruturados? O que acontece nos bastidores? Alguém conhece a realidade mais íntima de cada família?

Outra questão a considerar, é que os maus lares podem produzir gente muito boa, por causa da misericórdia do Senhor. Filhos que teriam tudo para serem os piores, e tornam-se os melhores. A graça de Deus parece ser contraditória. 

Um adendo: estes "maus lares", são maus lares a partir de que perspectiva? Qual é o padrão a medir?

Ainda há outra questão muito séria. Muito séria mesmo. Lembra dos filhos dos judeus, que voltaram do cativeiro e misturaram-se aos outros povos? Metade falava hebraico e a outra metade falava a língua de suas mães? (Ne. 13.23-24)

O que considerar? Alguns filhos "puxam" para o pai e outros "saem" a mãe. Se a mãe é séria e não fala mentira, mas o pai não vê problema, o filho terá de "imitar" alguém.

Enfim, o Evangelho ensina que há uma responsabilidade pessoal pelo pecado, e também ensina que os pais são responsáveis em serem modelos, porque os filhos reproduzem o que vivem. 

Não é bom arriscar. É melhor que os dois, pai e mãe, sejam uma boa referência aos filhos. E ainda assim, dependemos da graça de Deus para completar a obra.