Sinta-se Em Casa

Entre. Puxe a cadeira. Estique as pernas. Tome um café, e vamos dialogar com a alma.



domingo, 6 de abril de 2014

Na caminhada com essa gente, de Deus

Acabei de fazer uma caminhada. É bom caminhar depois do almoço. E o que essa caminhada teve de melhor foi me lembrar da caminhada que vejo acontecer passo a passo na vida daqueles que estão mais perto de mim.

Depois de 16 anos cuidando de vidas já vi gente nascer e parir, e consequentemente gente que virou avós e titios. Já casei e vi se descasar. Já vi gente levantar da cama e sepultei muitos outros. Vi muita gente melhorar de vida e só se afundando.

O que mais vejo? Hoje vejo gente  mimada que não quer ouvir alguns pregadores porque não se agradam do estilo, e consequentemente desprezam a Palavra de Deus.

Gente que se encontra só para as suas festinhas de fraternidade onde o deus celebrado é o ventre porque não se importam com vidas. E se dizem importar nada fazem nada por elas.

Vejo gente que rejeita as autoridades por caprichos egoístas. 

Gente também que ainda não entendeu que o reino de Deus deve ser conquistado a força - não na força que é contra o Espírito, mas na força que Ele dá.

O que mais verei se por aqui viver mais 16 anos? Possivelmente essa gente vir chorar comigo porque seus filhos estão desenvolvidos na insensibilidade porque o amor dos pais já esfriou há mais de uma década.

O que fazer? 

Misericórdia Senhor. Misericórdia desse povo que se chama pelo Nome, mas que só chama o Teu Nome quando estão no desespero.


Por que os filhos se desviam?

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Por que eu sou contra namoro de adolescentes?

É ridículo eu parar pra escrever sobre namoro de adolescentes do ponto de vista da inconcebibilidade. Palavra estranha? Diz respeito ao inconcebível assim como poderia afirmar ser o namoro de adolescentes. Por quê?

Sou contra porque estão na fase da descoberta da sexualidade. Quem nessa fase está tem o álibi natural de quem gosta de sexo somado à curiosidade e ao descontrole próprios dessa idade. É mais hormônio que razão. 

A Bíblia fala que em matéria de sexo ninguém deve defraudar ninguém (1 Ts. 4.1-8). A defraudação é muito natural na vida de um adolescente porque ele não tem condição de corresponder aquilo que está propondo. Isso é defraudação: criar um clima que provoque desejos que não podem ser cumpridos.

Hoje um cheiro e um abraço apertado. Amanhã as mãos participam da "brincadeira". Depois de amanhã a roupa está atrapalhando. E o resultado as estatísticas mostram, pois os  adolescentes não tem condições hormonais de esperar o tempo necessário até se casar. Aliás, ninguém deveria esperar tanto.

Essa é a única questão? Essa é a mais aparente, mas há outras muitas sérias como o relacionamento social, a vida com Deus e ministerial, e o futuro profissional.

O relacionamento social de um adolescente que namora, normalmente, sofre alterações porque eles mesmos não vão querer estar com os amigos. Se os amigos não forem os mesmos, pode piorar o quadro.

E a vida familiar? Ela também sofre porque os pais, os irmãos e os parentes tendem a ficar em segundo plano.

A vida com Deus tende a enfraquecer em consequência não apenas do pecado, mas do próprio foco - de onde está o coração.

E a vida ministerial? Namoros precoces costumam afastar os adolescentes da prioridade de seu ministério.

E o futuro profissional? Esse tende a se arruinar porque nenhum adolescente entregue a um relacionamento apaixonante terá cabeça boa pra estudar e se formar com exclusividade. O namoro atrapalha muito.

Falando em futuro, a coisa mais comum é o adolescente se apaixonar e depois mudar de ideia. Principalmente se já provou da "fruta". E as marcas que ficam são irreparáveis. 

Vale a pena arriscar tanto? Quem apóia namoro de adolescentes está assinando a favor da fornicação e do desapontamento futuro.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Um pouquinho da Congregação Cristã do Brasil

A Igreja Congregação Cristã do Brasil se parece muito uma Igreja séria, a começar das vestes, da postura no culto e até de sua liturgia. Todos costumam se vestir muito bem, e decentemente. Cantam hinos considerados sacros. Não recolhem oferta publicamente. E o ancião sempre tem uma palavra que supostamente é de Deus.
Qual o problema?
As vestes precisam ser decentes mesmo, mas não traduzem necessariamente a nossa realidade interior (1 Tm. 2.9-10). Veja que o último versículo, depois de falar da aparência, fala das boas obras, do comportamento, da salvação.
Todas as obras públicas sobrevivem a partir de ofertas, e eles também o fazem.
Os hinos sacros que cantam são aqueles importados por americanos e ingleses que eram a música popular americana daquela época das missões modernas.
A suposta “palavra de Deus” dada pelos anciões não passa de habilidade humana a partir dos jargões que traduzem uma aparência de espiritualidade. Eles não prezam pelas Escrituras e não fazem exposição bíblica (2 Tm. 3.16-17).
Também traduzem como “servir a Deus” o frequentar a congregação. Quem frequenta a congregação está servindo a Deus.
Dizem que não tem pastor. Qual o papel do ancião para eles. Uma liderança sobre um rebanho não é pastoral? A Bíblia fala sobre a importância dos pastores (1 Pe. 5.1-4) e ainda fala que Deus daria pastores segundo o seu coração (Jr. 3.15). Esses pastores são os governantes sobre o povo. Ainda sobre os pastores é bom deixar claro que a expressão “ancião” na Bíblia se trata dos “presbíteros” cuja função é pastorear o rebanho.
Mas, o pior que se pode encontrar na Congregação Cristã do Brasil é nivelar a suficiência de Cristo e do Evangelho ao batismo na congregação. Somente quem lá se batiza pode ser salvo. Onde isso nas Escrituras? Não há salvação apenas fora de Cristo (At. 4.12).
E, por fim, a questão da Ceia do Senhor. Por que eles a fazem apenas uma vez por mês? Essa prática sazonal não diminui a importância da comunhão e ao mesmo tempo não distancia o povo da comunhão e celebração? Afinal a Ceia é uma proclamação da morte de Jesus "até que ele venha" (1 Co. 11.26).


Ele não é pra esse povo?

Ouvi alguém dizer sobre um pastor que eu conheço: "Ele não é pra esse povo. A Igreja não acompanha a visão que ele tem".

Qual foi a sensação que tive ao ouvir essa declaração? É como se nas entrelinhas tivesse ouvido: "Essa Igreja não merece esse pastor. Ele está muito a frente dela. Ele só vai conseguir voos mais altos se estiver em outro lugar".

Isso pode acontecer? Pode sim. Por outro lado, gosto de pensar que nenhum pastor é bom demais para qualquer igreja por mais simples que ela seja. Sabe por quê? Porque a Igreja é de Deus é custou-lhe seu precioso sangue. Sendo assim, você pode ter um doutor a frente de um povo analfabeto e ainda assim ele será privilegiado.

Todavia, também entendo que existe um fator social. Se o pastor for muito diferente de seu povo não haverá identificação e assim uma distância natural.

Acredito ainda que pode haver uma diferença de visão. Se o pastor enxerga e almeja coisas que a Igreja não aceita, aí não tem sentido a caminhada juntos. Sem uma mútua adequação a discordância prevalece, e nos enfraquece.


terça-feira, 1 de abril de 2014

Eu estou cansado dos gatos e ratos


Eu estou cansados dos ratos que reviram os lixos da cidade e roem as roupas nos quartos dos cidadãos, mas não roem o dinheiro dos governantes corruptos.

Eu estou cansado dos ratos nojentos que fazem o fedor da podridão espalhar boatos, mentiras e sujeiras dos outros.

Eu estou cansado dos ratos estúpidos que não se enxergam e tentam sujar o que está limpo e tem vocação à pureza.

Estou cansado dos ratos de igrejas que alimentam o povo com os pães embolorados do legalismo e os queijos frescos do liberalismo.

Eu estou cansado dos ratos que se metem onde não foram chamados tentando estragar a vida daqueles que foram chamados para uma nobre missão.

Eu estou cansado dos gatos preguiçosos que celebram a vida junto com os ratos.

Eu estou cansado dos gatos que não cumprem o seu chamado de eliminar os ratos, mas permitem que tomem as beiradas do seu próprio leite.

Eu estou cansado dos gatos que só mostram os dentes pra miar de manha e vivem se mimando entre si mesmos.

Enfim, eu estou cansado dos bueiros da ignorância que refugiam esses ratos e dos tapetes e sofás que protegem esses gatos. 

E você onde está? No bueiro ou no sofá? Deveria sair daí.