Há muito tipos de dons e ministérios, entretanto, a chamada de Deus precisa sempre ser transversal ao bem da cidade.
Se formos intencionais, nós vamos encontrar pontos de convergência para que sejamos uma bênção para a nossa vizinhança e para a nossa cidade.
Abençoar a cidade é aquela "velha metáfora" do sal fora do saleiro, da luz que brilha lá em cima da montanha para que todos possam vê-la.
A luz de Jesus em nós sempre haverá de brilhar ainda que tímida e escondida, por outro lado, precisamos ser intencionais em fazê-la aparecer com aqueles que estão em trevas.
Neemias é o típico caso daquele líder que não se alienou em si mesmo e em seu próprio povo. Ele enxergou o bem da cidade. A cidade é um lugar para todos. É um lugar de acolhimento a todas as classes, a todas as etnias, a todas as pessoas.
E, curiosamente, Neemias estava numa cidade pequena, Susã (Ne. 1:1), o que não apequenou o seu coração e visão sobre a amada província onde havia gente tão querida, em miséria e desprezo.
Havia uma dor acrescida, os muros de Jerusalém estavam derribados e as suas portas de proteção queimadas (Ne. 1:2-3).
É neste contexto que ele se levanta, ou melhor, prostra-se em choro, lamento, jejum e oração (Ne. 1:4). Sim, o seu primeiro-passo foi o quebrantamento diante do Senhor.
Aqui somos desafiados ao equilíbrio. Ações políticas e sociais sem um quebrantamento diante do Criador podem fazer bem aos outros, mas não são completos como poderia.
Abraham Kuyper é um dos muitos exemplos de homens assim, que vivem a vida por inteiro, em todas as áreas. Ele fundou a Universidade Livre de Amsterdão e sob a Bíblia construiu todas as áreas de conhecimento e estudo.
“Não há um centímetro quadrado em todo o domínio de nossa existência sobre o qual Cristo, que é soberano de todos, não possa gritar: é meu.” (Abraham Kuyper)
Enfim, Neemias e as pessoas como ele inspiram-nos a viver de maneira inteira, o que vai estender as mãos para o bem da nossa cidade, e que sejamos intencionais.
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