Sinta-se Em Casa
quarta-feira, 2 de abril de 2025
Eu sou livre para sorrir e chorar?
quinta-feira, 6 de março de 2025
Ainda Estou Aqui
O início do filme trouxe-me uma saudade de pé no chão, calor, jogar bola na praia, na rua, em qualquer lugar. Que clima de sol, que clima de clima solto de ser e estar, naquele Rio de Janeiro, fevereiro e março.
“Ainda Estou Aqui” de Walter Salles, de repente, perde o encanto e vira espanto.
Uma família de classe média-alta, privilegiada, entra num emaranhado estatal e infernal de acusação: "Vocês são todos uns terroristas!"
Como parte dos "terroristas" estava Eunice Paiva, protagonizada maravilhosamente por Fernanda Torres. Ela conseguiu manter a cabeça erguida, com elegância, numa tensão cruel entre um cenário trágico de dor e a esperança, que se esvaia sorrateiramente.
Aliás, acusar de "terroristas" os que se opõem é algo próprio da linguagem ditatorial, em nome da democracia. Isto lembra algum governo que persegue e prende opositores, e desmonetiza contas de quem se posiciona contra eles?
O mais patético ainda é não ouvir o clamor: "Ainda estou aqui" que ecoa de gente de bem ("Eunices" de nossos dias), ainda presa desde 08 de janeiro de 2023.
Voltando ao filme, é incrível como gerações não somente sobreviveram pela postura aguerrida de uma mulher. A família Paiva conseguiu construir, des-construir, conquistar, denunciar, servir um ao outro e servir os outros.
Enfim, vê aí dia 08 de Março, conhecido como o Dia Internacional da Mulher, e podemos honrar todas as "Eunices" que não desistem de sua família enquanto choram.
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2025
Missões é uma réplica da Encarnação
O que deveria ser a nossa suposta encarnação em missões? O que foi a encarnação de Cristo?
Jesus, o nosso modelo, despiu-se da sua glória e assumiu a forma humana, tornando-se um como nós, os homens. Não apenas tal como os homens, antes sendo propriamente homem entre os homens (Fp 2.7-8).
Deixo-vos dois grandes exempos do que poderia ser uma réplica da encarnação de Cristo na obra missionária:
O pastor americano Robert Woodberry Sheppard, missionário metodista que se estabeleceu na cidade de Piracicaba, São Paulo, comprou um túmulo ali cidade para se identificar com o povo.
Hudson Tayor, fundador da China Inland Mission (hoje conhecida como OMF Internacional) marcou as missões por se identificar de maneira tal com os nativos, que se vestia das mesmas roupas e deixou crescer o cabelo.
O que fizeram eles?
Eles não apenas se despiram de onde moravam. A mudança não foi somente geográfica. Tal como Jesus ele usou as sandálias e bebeu da água do povo que os recebeu.
Nenhum missionário será capaz de comunicar de maneira clara o Evangelho de Cristo, se antes não se identificar com os costumes e o estilo de vida do povo que o recebe.
A postura crítica no lugar de atitude de aprendiz, só fecha as portas.
E tudo começa com pequenos gestos, pequenas adaptações, pequenas renúncias e um ato de admiração por quem nos recebe.
Assim, vivemos em Mouraria de Tornada, uma pequena Aldeia (Vila) portuguesa, onde aprendemos a ter cabras, galinhas e horta. É o que mais chega próximo da realidade dos aldeões.
E um bom caminho para a boa aculturação não é fazer de conta de gosta, é gostar de verdade, amar, acarinhar, abraçar, enfim, viver.
Que Cristo e as verdades de sua encarnação, possam nos levar a identificação com Ele mesmo e com o povo a quem servimos. Maranata!
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